Exótica densidade
Emílio Orciollo Netto nunca esteve tão focado em se destacar na tevê. Na pele alva do Príncipe Sandra, um impostor gigolô e trambiqueiro de Gabriela, o ator avalia a diversidade de seus tipos na tevê. A começar pelo seu personagem atual, que entrou na trama adaptada por Walcyr Carrasco há pouco mais de uma semana. O papel excêntrico, que causa estranheza na pequena Ilhéus da década de 1920, chega à cidade acompanhado de sua amante Anabela, vivida por Bruna Linzmeyer, e pelo amigo Mundinho Falcão, de Mateus Solano. O trio leva o progresso e a desordem para a cidade baiana na história de Jorge Amado. Com um figurino dândi, uma barba volumosa e hábitos obscuros, Príncipe Sandra não é um nobre, mas um exótico trambiqueiro que fica na história até por volta do capítulo 50. Até lá, os coronéis da cidade são lesados com seus golpes até que Sandra será expulso da cidade. "O barato dele é aplicar golpes. Ele vem de fora com um olhar forasteiro. É muito misterioso, não se sabe se é rico, mas tem grandes traços de vilania", detalha Emílio, que volta a trabalhar com Walcyr após seu maior sucesso na carreira em uma trama do autor, o destrambelhado e histriônico Crispim, de Alma Gêmea...
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