Tarifas telefônicas mais caras | Gazeta Digital

Sábado, 28 de junho de 2003, 03h00

Editorial

Tarifas telefônicas mais caras

Da Editoria


De nada adiantou o governo espernear, ministros darem declarações bombásticas, os mercados ficarem agitados, técnicos negociarem por vários dias a possibilidade de se parcelar o aumento. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou no Diário Oficial da União o reajuste das tarifas de telefonia fixa, nos níveis por ela estabelecidos e de uma só tacada, doa a quem doar.

O aumento médio da cesta de serviços foi de 28,75%. A assinatura residencial e o pulso tiveram um reajuste de 25%. Os interurbanos foram reajustados em 24,85% e as ligações internacionais tiveram um aumento de 10,54%. O reajuste passa a vigorar já neste domingo.

Com mais esse reajuste, o setor de telefonia acumula 512% de aumento desde o Plano Real, em 1994. Bem acima da inflação do período, que foi de 132%. Em termos de tarifas públicas, item que mais pesa no bolso do consumidor, a da telefonia lidera em aumento acumulado, seguida pela de energia elétrica, com 183% no mesmo período.

Mais uma vez o consumidor terá que assumir o ônus e pagar a conta. O mais grave é que o aumento vai influir na inflação e refletir nos preços de todos os produtos, uma vez que telefonia representa custo em qualquer empresa. Assim, até mesmo quem não tem telefone terá que desembolsar algum e ver o orçamento ainda mais comprometido.

O aumento anunciado pela Anatel e imposto goela abaixo até mesmo do próprio governo é fruto de mais uma das heranças de grego deixadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Os contratos de prestação de serviço com as concessionários de telefonia e energia são tão bem amarrados, que nem mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode se arriscar a quebrá-los, sob pena de gerar uma situação de caos nos serviços.

O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, advertiu que a "a luta não termina por aí", e lembrou que o Ministério Público e os órgãos de defesa do consumidor ainda podem agir contra o reajuste. Entretanto, a ameaça mais parece uma bravata que, infelizmente, não dará em nada. E os consumidores, mais uma vez, terão que pagar o pato, ou a conta.

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