Crimes contra a sociedade | Gazeta Digital

Segunda, 24 de abril de 2017, 00h00

Crimes contra a sociedade

da editoria


A luta de muitas ONGs que defendem os animais, muitas vezes, é inglória. Geralmente os recursos para a manutenção dos projetos é escasso e o apoio da sociedade se resume a alguns "likes" nas redes sociais e a sorrisos de empatia quando algum vídeo "fofo" é postado. Aqueles mais envolvidos na causa também recebem olhares tortos porque recolhem bichos largados por aí ou transformam suas casas em minizoológicos. Criticando ou não, todos sabemos que este tipo de trabalho é necessário. Além do amparo e do controle dedicado aos animais de rua, as ONGs chamam a atenção para temas mais profundos, como a modernização das leis que regem o segmento.

E, infelizmente, todo o esforço feito por essa gente só consegue um ligeiro reconhecimento quando ocorrem casos de maus-tratos e de crueldade envolvendo animais. Na semana passada, não houve quem não se chocasse com a divulgação de um vídeo em que um estudante universitário abusa sexualmente de uma cadelinha indefesa. Não fosse a pressão das ONGs, disseminadas pela internet, a polícia provavelmente não tomaria a atitude de pedir a prisão do abjeto ser que cometeu essa atrocidade. E as investigações começaram a revelar que ele não está só nesse jogo doentio. Há grupos e mais grupos de zoófilos espalhados pelo Estado e por todo o país. Caso sejam localizados e processados, que penas podem sofrer? Pagar cestas básicas, exercer trabalhos comunitários, nada muito além disso. São peculiaridades de uma legislação que não leva em conta a graduação nociva de determinados atos. O caso do estudante deve ser emblemático para a mudança no Código Penal, pois uma pessoa (?) com esta índole é capaz de praticar qualquer outro crime sexual. Alguém duvida disso? Neste sentido é que entidades de defesa dos animais têm buscado ao máximo sensibilizar os legisladores e reunir os elementos adequados para apresentar projetos de lei de iniciativa popular, por exemplo. Mas esta é uma luta em que a possibilidade de derrota é sempre predominante. Nós lembramos que algo está errado apenas quando alguém espanca e mata animais publicamente ou comete abusos e ainda continua desfilando por aí como se desafiasse a Justiça e as nossas crenças. Mas dias depois a indignação nacional arrefece e tudo segue como antes. As penas têm que ser mais rigorosas. Quem se satisfaz maltratando animais é doente e criminoso. E deve ter tratamento compatível com a sua condição.

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