Geração smartphone | Gazeta Digital

Domingo, 03 de setembro de 2017, 00h00

Geração smartphone

da editoria


Não é difícil se deparar com uma roda de jovens que, apesar de juntos, estão silenciosos, cada um conectado ao seu aparelho de telefone celular. Jovens desconectados uns dos outros, imersos em um universo virtualmente solitário e personalizado desde que Steve Jobs criou e lançou um aparelho que revolucionaria a forma de armazenar e compartilhar informação. Fato é que a solidão, o isolamento e a desconectividade com o mundo real estão prejudicando os jovens mundo afora. Aqueles nascidos após 1995 e que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para vida adulta. A constatação é de uma pesquisa americana que, por sua vez, se baseou em pesquisas com 11 milhões de jovens americanos e entrevistas. É uma realidade bastante parecida com a de outras nações visto que, em um mundo globalizado (e interligado pela tecnologia) os jovens parecem ser todos iguais.

O estudo virou o livro Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes - e completamente despreparadas para a vida adulta, em tradução livre, e reafirma que os jovens de hoje são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool. Ao passar, em média, seis horas por dia conectada, essa geração se desconecta do mundo, mergulha em um universo próprio que, na maioria das vezes, está muito distante do real.

Isso significa o surgimento de jovens adultos com menos experiências, mais dependentes e com mais dificuldades em tomar decisões, já que não foram apresentados aos desafios paupáveis com os quais todas as pessoas precisam lidar para adquirir maturidade e independência. Crescer dói, como dizem. Mas crescer superprotegido, atrás da tela de um smartphone, pode ser ainda mais doloroso quando é colocado em contato com o que a vida tem a apresentar: frustrações, decepções, dificuldades.

De acordo com a pesquisa, os jovens de 18 anos de hoje agem como se tivessem 15 anos em gerações anteriores, atrasando um amadurecimento que pode ter efeitos devastadores na vida adulta. Soma-se a isso o isolamento, a falta de convívio com os amigos e a carência de desenvolvimento das habilidades sociais. Quanto mais tempo o jovem passa na frente do computador, maiores os níveis de infelicidade. Se tornam, portanto, alvos fáceis de jogos perigosos como o da Baleia Azul e tantos outros. A falta de convivência se reflete na falta de malícia para lidar com os perigos da vida. E dá-lhe depressão, solidão, ansiedade e insegurança. Preferem não correr riscos e se fixam em coisas nas quais se sintam seguros adiando prazeres e responsabilidades.

As conclusões servem de um sinal de alerta para pais, educadores e professores. Transformar essa realidade, no entanto, requer mudanças profundas na sociedade como um todo. É preciso resgatar esses jovens atraindo-os para o mundo real com todos os seus altos e baixos, heróis e mocinhos, o que há de bom e ruim.

Embora as conclusões da pesquisa sejam um sinal de alerta, há pontos positivos que precisam ser mencionados. A geração smartphone tem se mostrado mais tolerante com pessoas diferentes e mais ativas na defesa dos direitos LGBT e da população em geral. Além disso, acredita que as pessoas devem ser o que são.

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