A Tropicália e a contracultura no Brasil | Gazeta Digital

Sábado, 06 de fevereiro de 2010, 03h00

Pra ler

A Tropicália e a contracultura no Brasil

Luiz Fernando Vieira  / Da Redação


O Tropicalismo representou uma revolução na música popular brasileira que sacudiu o país no final da década de 1960 e ecoou inclusive fora do país. Ao ponto de muita gente no exterior passar a abrir os olhos para a produção desse coletivo formado por alguns dos mais importantes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes, entre outros. É o caso do pesquisador norte-americano Christopher Dunn, cujo livro é lançado no Brasil pela Editora Unesp.

Dunn busca entender as especificidades da cultura brasileira em Brutalidade Jardim: a Tropicália e o Surgimento da Contracultura Brasileira. Trata-se de uma análise diferenciada, não só das obras produzidas pelos tropicalistas, mas do momento histórico em que o movimento tomou corpo.

Foi em 1985, cerca de quinze anos após o encerramento formal do movimento tropicalista, que Dunn escutou pela primeira vez os sons e ambiguidades do disco Tropicália. Foi o suficiente para despertar seu fascínio pela diversidade dessa nova cultura, reconhecendo sua importância por ampliar as possibilidades de expressão artística, numa mistura de releitura da tradição e de experimentação de vanguarda ou, como o autor classifica o movimento, um caso exemplar de hibridismo cultural.

Dunn faz questão de trazer, quase didaticamente, uma abordagem completa da Tropicália, buscando já nas expressões artísticas modernistas de 1920 traços que o movimento retomaria quase 40 anos depois, passando pelo nacionalismo da Era Vargas com a bossa-nova até, finalmente, os conturbados anos da ditadura militar, quando o movimento se inicia. Ao focar nos artistas e suas obras, analisa trechos de músicas como a própria Tropicália, de Caetano Veloso, e Geléia Geral, de Gilberto Gil, da qual empresta um trecho para dar título ao livro. O autor estende sua análise até a anistia concedida aos tropicalistas em 1979.

A obra é um forte exemplo da força da Tropicália dentro e fora do Brasil, força que buscava quebrar paradigmas e dualidades da cultura brasileira, mesclando elite e povo, tradição e modernidade, nacional e internacional. (Com assessoria)

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