Virgínia Rosa se mescla a Clara Nunes | Gazeta Digital

Segunda, 12 de outubro de 2015, 11h32

variedades

Virgínia Rosa se mescla a Clara Nunes

Luiz Fernando Vieira, repórter de A Gazeta


No rol das grandes intérpretes brasileiras que se foram cedo demais, ao lado de Elis Regina, Nara Leão, Cássia Eller, a diva Clara Nunes não é tão tocada quanto merece. Desde 1983, quando a cantora morreu, até hoje, gerações perderam o contato com sua musicalidade forte, mística e suas performances cheias de expressividade.

Toda essa pluralidade e a majestade são evidenciadas no novo CD da cantora Virgínia Rosa, que já prestou homenagens a outros grandes nomes da MPB em outros discos e projetos. Em todos eles, características marcantes de Virgínia sobressaem, mostrando que se trata de uma artista com predicados suficientes para “encarnar” Clara Nunes. Principalmente por conseguir revelar a magnitude da musicalidade da saudosa diva mineira.

Composto por 14 faixas, Virgínia Rosa Canta Clara (Selo Sesc) revela aspectos poucos evidentes do repertório de Clara Nunes, sempre muito identificada com o samba. Isto fica bem marcado nos choros, valsas, boleros e até forrós que compõem o CD e que são interpretados com intensidade e de forma visceral. Isso é fruto de muita pesquisa e uma imersão no grande baú de Clara Nunes.

Desde que foi convidada para participar do show “O Amor Que O Mar Levou -Uma Homenagem ao ABC do Samba”, Virgínia Rosa tem pesquisado a obra dela. Sua participação no evento foi um enorme sucesso e então o desejo de mergulhar mais fundo no trabalho de Clara acabou gerando o show “Virgínia Rosa Canta Clara”, especial musical de final de ano da TV Cultura, transmitido para todo o Brasil no dia 31 de dezembro de 2004.

O trabalho serviu para desmistificar Clara Nunes tanto para quem a conheceu como para as gerações que vieram depois de sua morte. Muitos pensavam que Clara Nunes era “macumbeira” quando popularizou títulos como “Tributo aos Orixás”, “Conto de Areia”, “O Mar Serenou”, “A Deusa dos Orixás” - contribuições de Candeia e da dupla Romildo/Toninho. Pensavam também que ela era baiana, quando cantava Caymmi.
Muitos pensavam ainda que era sertaneja quando interpretava “Seca do Nordeste”, “Último Pau-de-Arara”. Outros, que era pernambucana quando saía “frevando”. E havia os que achavam que era carioca do morro quando aderiu à Mangueira e cantou os mais nobres sambistas - Nelson Cavaquinho, Cartola, Monarco, Carlos Cachaça, Bide e Marçal, Darcy da Mangueira, Paulinho da Viola.

Na verdade a mineira não tinha território quando cantava, transformava as músicas que interpretava, como Virgínia Rosa faz. O resultado desse resgate vem sendo elogiado até por quem viu Clara Nunes cantar. “Neste novo e maravilhoso álbum, debruçando-se reverente e emocionada sobre o canto da gigante Clara Nunes, lá está ela de novo por inteiro, revelando outros matizes, novos ângulos das canções escolhidas do repertório de Clara, como emoção e musicalidade na medida exata, ensinando-nos a ir na vida por inteiro, enquanto ela durar”, analisa o músico e produtor Swami Jr.


A Cantora


Virgínia Rosa estudou canto lírico, mas, como ela mesma diz, seu “canto é marcado pela linguagem popular”. Isso talvez explique a facilidade com que transita por estilos que vão do samba ao reggae ou ao blues. Na década de 1980, atuou como backing vocal de artistas como Tetê Espíndola e Itamar Assumpção. No começo dos anos 1990, Virgínia Rosa partiu para a carreira solo fazendo diversos shows. Seu primeiro CD, Batuque, de 1997, lhe valeu a indicação de cantora revelação no Prêmio Sharp e conta com canções de Itamar Assumpção, Luiz Gonzaga, Lenine e Chico Science.


O segundo CD, A Voz do Coração”, de 2001, foi gravado ao vivo a partir do show homônimo. O disco tem composições de Thomas Roth, Chico César, Herbet Vianna, Gilberto Gil e Luiz Melodia. Virgínia Rosa lançou Samba a Dois em outubro de 2006 e o CD Baita Negão, uma homenagem ao compositor Monsueto Campos de Menezes, em 2009, pelo Selo Sesc. No final de 2010, lançou seu quarto CD, Virgínia Rosa & Geraldo Flach - Voz e Piano. (Com assessoria)
 

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