Escalonado | Gazeta Digital

Sábado, 11 de novembro de 2017, 00h00

Escalonado


O escalonamento de salários colocado em prática pelo governo do Estado já é alvo de contestação por parte de sindicalistas que sinalizam recorrer à Justiça. Ontem, o Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo) e Associação Mato-grossense dos Delegados de Polícia (Amdepol) já enviaram comunicado aos filiados alertando que as assessorias jurídicas já estão preparadas para adotar as medidas cabíveis. Eles entendem que se o escalonamento for concretizado, serão as últimas categorias a receber. Os servidores que recebem acima de R$ 5 mil tiveram os créditos nas contas na noite de sexta-feira.

Em 2019

A categoria resolveu encerrar a greve, sob a promessa de que receberá reajuste salarial em 2019, ano em que inicia outra gestão no Estado. Ou seja, o compromisso firmado agora teria que ser chancelado pela próxima gestão, seja ela qual for. Caso o governador Pedro Taques (PSDB) seja reeleito, o cumprimento do compromisso poderia, em tese, ser cobrado com mais ênfase pela categoria. Se isso não ocorrer, dependerá da sensibilidade do novo gestor.

Celebrou

O governador em exercício, Carlos Fávaro, não deixou de celebrar o fim da greve dos servidores do Detran. Em sua rede social, ele se manifestou, exaltando a importância do diálogo para resolver o problema, que caiu em seu colo com a viagem do governador Pedro Taques à China. ‘O fim da greve do Detran é positivo para toda a população. E o governo entende a importância do reajuste salarial para os servidores’, disse Fávaro.

Autorização

Embora esteja proibido de ter acesso a estruturas da Polícia Militar em Mato Grosso e de contato com membros da corporação, o major Michel Ferronato, conseguiu autorização especial do Superior Tribunal de Justiça para participar da avaliação de desempenho físico da PM, que foi realizada no dia 1º deste mês. O teste, aplicado em pista de atletismo, é fundamental para aprovação em processo de promoção na carreira militar, pleiteada por Ferronato. A autorização foi dada pelo ministro do STJ, Ribeiro Dantas. Para tanto, Ferronato, que cumpre medidas cautelares por suposto envolvimento com a grampolândia, precisou ser escoltado até o local da avaliação física. O major permanece impedido de ter contato com servidores de diversas secretarias de Estado, além de não poder se ausentar da cidade onde mora.

Acusação

Michel Ferronato é apontado no inquérito conduzido pela Polícia Civil como o responsável por propor um acordo com o tenente-coronel José Henrique Costa Soares, uma espécie de delator do plano montado para obstruir as investigações da grampolândia. De acordo com o inquérito, o major se encontrou com Soares, falando em nome do secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas, solicitando cópia de conversas com o desembargador Orlando Perri. Em troca da ‘colaboração’, Ferronato teria prometido ajuda para que Soares fosse promovido a coronel. A defesa de Ferronato afirma que seu cliente é inocente, não participou do plano, e que as denúncias do tenente-coronel são inócuas.

O alvo

Por falar em Saúde, o titular da Pasta, Luiz Soares, é o alvo preferido dos prefeitos e dos deputados estaduais, mesmo aqueles que compõem a base de apoio ao governo. As críticas são uníssonas no sentido de que a gestão estadual saiu dos trilhos, bem como a crise nos hospitais regionais se agravou, chegando a uma situação insustentável. Luiz Soares tentará explicar aos deputados o que está acontecendo. Mas, de antemão, todos concordam em um ponto: com dinheiro insuficiente não se faz milagres. O cobertor do Estado nos últimos meses está mais do que curto, deixando ao relento até mesmo as áreas que são prioridade 1 em qualquer gestão.

Fim da linha?

Nesta edição, o leitor obtém mais detalhes sobre a desfiliação do ex-governador Silval Barbosa do PMDB, partido do qual fazia parte há 15 anos. Com infindáveis problemas na Justiça, Silval não tem condições de se dedicar à vida partidária, nem mesmo sonhar, por ora, com algum futuro na política. Em razão disso, muita gente acredita que a saída de Silval do partido indica, na verdade, o fim de sua carreira como político. Até mesmo porque suas atenções ficarão integralmente voltadas para sua defesa nos processos e para o cumprimento das penas.

Pior momento

O secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, admitiu ontem que este mês de novembro é o pior em termos financeiros desde o início do governo Pedro Taques. E enumerou os problemas, que vão desde o atraso no duodécimo aos Poderes, passando pelas dívidas relativas à Saúde e ainda dificuldades para pagar a folha, para custear a máquina e atender áreas básicas da administração, como saúde e educação. O cenário sombrio foi detalhado por Russi durante reunião tensa com os prefeitos, que estão com o pires na mão à espera de recursos para hospitais e tratamentos de saúde, entre outros compromissos inadiáveis.
 

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