Drama | Gazeta Digital

Sábado, 18 de novembro de 2017, 00h00

Drama


Uma história que já começa a tomar contornos de drama é o repasse do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que somaria mais de R$ 400 milhões e ‘salvaria’ os cofres públicos de uma crise ainda mais intensa. Ocorre que a matéria não está tramitando no Congresso Nacional em regime de urgência. Ou seja, restando pouco mais de 1 mês para o fim do ano, as condições para o repasse a Mato Grosso estão desfavoráveis e a equipe econômica do governo já começa a se preocupar de verdade. O mês de novembro foi o pior em termos financeiros desde o início da gestão de Taques e dezembro vai seguindo o mesmo caminho.

Notificação

Assim, uma notificação foi expedida pela juíza Ana Paula Carlota Miranda, da 5ª Vara Cível de Cuiabá dando prazo de 15 dias para que ela devolva os bens pertencentes ao PDT. Paolla Reis era secretária-geral do partido, mas conforme os autos, após abandonar o cargo não devolveu os bens que estavam sob sua responsabilidade. Na ação, ela foi julgada à revelia, pois ignorou as notificações e nunca apresentou defesa nos autos.

Caminhonete

A secretária-adjunta da Casa Civil de Mato Grosso, Paolla Reis, foi notificada pela Justiça para devolver bens que pertencem ao Diretório Estadual do PDT, dentre eles uma caminhonete Mitsubishi L-200.
Acionada na Justiça pelo deputado estadual Zeca Viana, presidente do PDT no Estado, Paolla foi condenada em novembro de 2016 pelo juiz Jorge Iafelice dos Santos. Desde então, permaneceu inerte e não atendeu à determinação contida na sentença.

Salários

Resta cerca de 3% da folha de pagamento a ser quitada, em relação aos salários de outubro dos funcionários públicos estaduais. Embora as categorias que ainda têm a receber tenham os vencimentos mais altos e por enquanto não sinalizaram protestos, é certo que o governador Pedro Taques enfrentará mais pressões neste retorno após agenda internacional. O Fórum Sindical, que congrega diversos sindicatos, ensaia intensificar a mobilização e até fala em greve em dezembro caso os salários não sejam integralmente pagos até o dia 10. Como ‘cada dia tem sua agonia’, o Executivo ainda tem muito a resolver antes disso.

Paletó

O maior desafio dos vereadores que compõem a chamada CPI do Paletó será transmitir a mensagem à sociedade de que os trabalhos são sérios e não haverá perda de tempo. Independentemente do resultado, os parlamentares terão o dever ético de apurar cada detalhe da denúncia contra o prefeito Emanuel Pinheiro, flagrado em vídeo guardando maços de dinheiro no bolso do paletó quando era deputado estadual. Cansada de ouvir sobre corrupção, a população não quer jogo de cena. Se a CPI foi instaurada, espera-se que os vereadores honrem os cargos e os votos recebidos, afinal trata-se de um inquérito oficial.

E a delação?

O fim do ano se aproxima sem novidades aparentes sobre a possível delação premiada do ex-deputado estadual José Riva. A notícia de que Riva estava finalizando acordo com a Procuradoria-Geral da República para contar tudo o que sabe correu a imprensa nacional alguns meses atrás, mas até o momento a defesa do ex-parlamentar não confirma o acordo. Tampouco há sinalização por parte do Supremo Tribunal Federal de uma homologação. Há quem diga que a delação de Riva seria ainda mais ‘monstruosa’ do que a de Silval Barbosa. Isso porque tudo o que se passou enquanto ele presidia a Assembleia Legislativa - longos períodos- viria à tona. E não é pouca coisa.

Eucaliptos

Primeiro foi a polêmica sobre as palmeiras imperiais que seriam plantadas nos trilhos do VLT. Agora outra espécie vegetal, o eucalipto, vira tema de debate no meio político. Isso porque o governador Pedro Taques foi questionado por uma repórter sobre o uso do eucalipto para preservar o meio ambiente, como divulgou o governo do Estado durante a COP 23 na Alemanha. A repórter quis saber se Taques considera plantação de eucalipto como floresta, uma vez que a espécie não favorece, em tese, a biodiversidade. Em resposta, o governador disse que o eucalipto captura carbono e produz papel e ainda mandou a jornalista ‘estudar mais’.

Esse é MT

Mato Grosso tem sido mostrado no Brasil inteiro como o estado onde a corrupção impera, um ex-governador foi preso, políticos embolsam maços de dinheiro e o VLT inacabado é o símbolo da gastança irresponsável. O que resta é confiar na arte e na música para que o nome de Mato Grosso não pare definitivamente na lama. A cantora Bruna Viola, que venceu o maior prêmio da música latina, o Grammy, é a prova de que o Estado tem gente valorosa, trabalhadora e repleta de talento. Assim como o Flor Ribeirinha, Bruna é motivo de orgulho para todos os mato-grossenses. Que Mato Grosso seja cada vez mais o lugar das ‘Brunas Violas’ e menos dos larápios.
 

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