Domingo, 26 de junho de 2011, 07h38

NO BRASIL

30 mulheres morrem por dia de câncer de mama

Da Redação do GD


 
As doenças crônicas não transmissíveis – câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias – serão pauta de reunião da ONU – Organização das Nações Unidas, em setembro de 2011, em Nova York. Nesta semana, durante evento promovido pela instituição, representantes da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama e de outras entidades não-governamentais entregaram documento de posição sobre o assunto à embaixadora da ONU para o Brasil, Regina Maria Cordeiro Dunlop.
 
Entre os pleitos das entidades, destaca-se o aumento de preços e impostos sobre o tabaco e destinação da verba para prevenção e combate a essas doenças, que são a causa de mais de 63% do total de mortes no mundo. Dos investimentos em saúde realizados no mundo todo, apenas 0,9% se destinam a essas enfermidades. O evidente paradoxo faz com que um número cada vez maior de pessoas morra de doenças curáveis, como é caso do câncer de mama. “A ciência garante chances de cura de 95% para os cânceres de mama descobertos precocemente. Mas, como todos sabem, isso não acontece na prática”, explica a mastologista Maira Caleffi.
 
De acordo com ela, apenas no Brasil, 30 mulheres morrem por dia de câncer de mama. No mundo, uma mulher morre a cada 68 segundos por conta desta neoplasia. Para lutar pela inclusão das doenças crônicas não transmissíveis nas pautas da Agenda 21 e nas Metas do Milênio das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde, foi criado o Comitê DCNT Brasil. A iniciativa parte do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, da Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) e da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), e tem como meta atrair instituições de todo o Brasil para o trabalho em conjunto.
 
“Levaremos nosso pleito à Convenção de Setembro. No mundo todo, instituições de saúde estão mobilizadas para mudar esse quadro. Queremos, com isso, incentivar os necessários investimentos nessa área, diminuir o número de mortes e transformar o que já é realidade no campo científico em fatos concretos na área da saúde”, enfatiza Maira.
 


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