Enfermeiros e técnicos da rede privada mantém a greve em Cuiabá | Gazeta Digital

Terça, 23 de agosto de 2011, 08h45

REDE PRIVADA CUIABÁ

Enfermeiros e técnicos da rede privada mantém a greve em Cuiabá

Robson Fraga / Redação do GD  / Cuiabá


A última rodada de negociações aconteceu  depois que aproximadamente 600 trabalhadores protestaram em frente aos principais hospitais instalados em Cuiabá. De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais Enfermeiros de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Soares, não houve consenso. A categoria exige 10% de reajuste salarial para enfermeiros e auxiliares e 15% para os técnicos de enfermagem, mas o sindicato patronal só aceita pagar 8% para todos os 1200 profissionais que atuam na capital.

Hoje, enfermeiros e auxiliares recebem R$ 1.415 por mês. Com a correção reivindicada o salário saltaria para R$ 1.560. Já os técnicos em enfermagem teriam os vencimentos corrigidos dos atuais R$ 700 para R$ 850. Se acatada a proposta patronal os reajustes seriam de R$ 100 e R$ 50, respectivamente, sobre os atuais salários. "A proposta é absurda e não leva em conta as perdas salariais", afirmou Dejamir Soares.

Como não houve acordo a greve continua, porém com menor número de trabalhadores mobilizados. Segundo o Sinpen, muitos deles estão sendo coagidos e ameaçados de demissão caso deixem seus postos de trabalho. "A categoria está sendo vítima de assédio moral e coação, mas não vamos desistir. Ontem éramos 600 na porta dos hospitais, hoje apenas 400 porque alguns colegas temem o desemprego. Vamos cumprir a decisão judicial e manter apenas o número mínimo de profissionais em setores essenciais à saúde", declarou Dejamir.

Desde a última sexta (19), por determinação do Tribunal Regional do Trabalho, estão sendo mantidos 75% dos trabalhadores em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) e centros cirúrgicos; 50% nas unidades de pronto atendimento e 30% nos demais serviços de saúde; além de pelo menos dois trabalhadores por posto de enfermagem. O descumprimento da liminar expedida pelo desembargador federal Roberto Benatar, acarreta multa diária de R$ 50 mil, a ser paga ao Fundo de Apoio ao Trabalhador (FEAT). Segundo o presidente do Sinpen, a paralisação continuará, por tempo indeterminado, até que a categoria patronal aceite o acordo. 

Outro lado: De acordo com a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat), Patrícia West, as declarações do presidente do Sindicato dos Profissionais Enfermeiros de Mato Grosso (Sinpen), Dejamir Soares, "não procedem" e "tudo que foi dito por ele a reportagem do GD deverá por ele ser provado".

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