Domingo, 09 de novembro de 2014, 09h20

alerta

Pode faltar água em Mato Grosso

Thalyta Amaral, repórter A Gazeta


Com a atual degradação dos rios e a ocupação descontrolada do solo, segundo especialistas, Mato Grosso pode passar por uma crise de falta de água semelhante à que ocorre em São Paulo em menos de 10 anos. Sem ações mais efetivas de recuperação das bacias hidrográficas e de recuperação das nascentes, alguns municípios já enfrentam racionamento de água desde de 2013.

Composto por três bacias hidrográficas, Mato Grosso está em uma situação de aparente abundância de recursos hídricos, porém, as ações humanas próximo aos rios de desmatamento, Impermeabilização do solo, além do despejo de resíduos sólidos sem nenhum tratamento no rio, trazem problemas que começaram a aparecer pela primeira vez no final do anos de 1990, quando houve uma crise de abastecimento de água em Primavera do Leste (231 km ao Sul da Capital) por causa do aumento de produtores na região que precisavam de irrigação para as lavouras. Depois dessa situação, muitas outras já ocorreram, mas que ainda conseguem ser resolvidas em cerca de dois anos.

Para o presidente do Comitê do Rio Seputuba e especialista em recursos hídricos, Décio Siebert a situação de Mato Grosso já pode ser considerada de alarme, pois os problemas envolvem não só a quantidade de água disponível, mas também a qualidade de água oferecida para a população, por causa das contaminações por esgoto, fertilizantes e defensivos agrícolas.

“Hoje Mato Grosso é exportador de água, mas continuar nesse ritmo de degradação, em menos de 10 sofreremos com graves problemas de falta de água, em uma situação idêntica a de São Paulo. Com o crescimento das cidades e a impermeabilização dos solos, os lençóis freáticos não absorvem a quantidade necessária da água da chuva, somado às mudanças climáticas e à poluição dos rios, o cenário é preocupante”, explica o professor.

Mesmo com a criação em 1997 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem entre seus objetivos a proteção e a preservação dos recursos hídricos e que aponta mecanismos para a garantia de água disponível para essa e para as futuras gerações, pouca coisa foi feita no Estado para impedir que o crescimento econômico tenha impacto direto nos recursos hídricos.

“Infelizmente estamos caminhando para uma situação que se não forem tomadas as providências necessárias não terá volta. Se falam em problemas pontuais em algumas regiões no estado, mas esses problemas deixaram de ser pontuais. A vazão dos rios está diminuindo a cada ano. Existe uma impressão de que não se tem problemas por causa do grande volume de água. E infelizmente os recursos hídricos não são prioridade para o Governo”, enfatiza o especialista em recursos hídricos.

Acompanhe o GD também pelo Twitter: @portalgazeta

 



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Sábado, 25 de fevereiro de 2017

19:50 - Desfile de blocos anima Chapada dos Guimarães

15:30 - Show do Olodum promete agitar a Orla do Porto

13:30 - Carmen Miranda é tema de show de carnaval infantil

12:23 - Latam cancela voo para o Rio e irrita passageiros

10:53 - Programação da Rondonfolia segue até dia 28

09:00 - Marido torturador escapa de exame de sanidade

08:23 - Cuiabá tem 90% das obras da Saúde paralisadas ou ainda não começaram

Sexta, 24 de fevereiro de 2017

18:21 - Bombeiros capturam jacaré em pista de aeroporto- Veja fotos

18:06 - Homem morre após ser soterrado por soja em armazém

16:41 - Vinde e Vede vai reunir mais de 120 mil pessoas


 veja mais
Cuiabá, Domingo, 26/02/2017
 

WhatsApp Twuitter
WhatsApp

Fogo Cruzado waze

titulo_jornal Domingo, 26/02/2017
Dafcc8cb8a8efeb049371470a419997e anteriores




Rádios ao vivo
  • cbn
  • cbn
Indicadores Financeiros
Dólar Comercial 3,1116 +1,85%
Ouro - BM&F (à vista) 122,40 +0,66%
+ veja mais
Mercado Agropecuário
Boi Gordo @ 126,00
Soja - saca 60 kg 64,50
+ veja mais
Mais Lidas Enquete

O que deve ser feito com pais que abusam sexualmente de filhas e filhos?



Logo_classifacil