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10.09.2015 | 07h25

João Arcanjo senta no banco dos réus

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João Vieira

O julgamento de João Arcanjo Ribeiro, que está em andamento no Fórum de Cuiabá, representa o fim da espera de 13 anos por Justiça pela família de Rivelino Jacques Brunini, que contesta a versão do Ministério Público do Estado (MPE) de envolvimento da vítima com o acusado no esquema de exploração das máquinas caça-níqueis.

O crime ocorreu em 5 de junho de 2002, quando Fauze Rachid Jaudy também foi morto e Gisleno Fernandes acabou sendo baleado. 

Acompanhe em tempo real

21h30 - Paulo Fabrinny, advogado que assumiu a defesa de João Arcanjo em setembro desse ano diz acreditar que seu cliente será inocentado. Disse que foi um dia cansativo e acredita que o resultado do júri sairá até as 13 horas desta sexta-feira. 

21h15 - O júri popular será retomado nesta sexta-feira (11) a partir das 8h. 

21h15 - A defesa termina de questionar o réu e a sessão do júri é suspensa.

Divulgação/ TJMT

Sessão do júri que começou `após às 8h30 foi encerrada às 21h15 e será retomada na manhã desta sexta-feira

21h14 - Arcanjo volta a negar qualquer envolvimento na morte de Rivelino Brunini e diz ser absurdo a acusação que pesa contra ele.

21h12 - João Arcanjo também relatou que o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD) devia R$ 15 milhões a ele. 

21h08 - Questionado por seu advogado, João Arcando nega conhecer os ex-policiais militares Hércules Agostinho Arújo e Célio Alves, ambos tidos como ex-braço direitos dele, e acusados de matar várias pessoas a mando de Arcanjo. O promotor ficou indignado ao ouvir a negativa de Arcanjo, saiu do seu lugar e sentou-se ao lado de Raphael Brunini, filho da vítima. 

20h56 - O clima esquenta entre o advogado Paulo Fabrinny e o promotor de Justiça, Vinicius Gahyva. Eles discutem e Fabrinny diz a Gahyva "vamos parar de falar hipocrisia". 

20h49 - Ele também afirma que o bingo não era seu concorrente, pois seu ramo de atuação era o jogo do bicho.

20h42 - João Arcanjo foi questionado por seu advogado sobre o fato de ele ser um homem temido no Estado e respondeu que seu nome era "utilizado de forma indevida". 

20h36 - Ele afirma que distribuída cesta básica para todos seus funcionários e até para alguns policiais no final do ano. 

20h34 - Arcanjo afirma que todos os seus bens estão devidamente declarados no imposto de Renda à Receita Federal e diz que "faz tudo certinho". Em Mato Grosso, 4 mil pessoas trabalhavam para ele no jogo do bicho.

20h26 - O promotor encerra as perguntas ao réu. O advogado de defesa, Paulo Fabrinny, fica em pé e começa fazer perguntas para Arcanjo que está sentado de frente para os jurados.

20h11 - Arcanjo prossegue respondendo aos questionamentos e diz não se lembrar que em novembro de 1994 ele disse em depoimento que dependia dele para autorizar o jogo do bicho em Mato Grosso. 

20h04 - O promotor Vinicius Gahyva perguntou se Arcanjo pertencia ao "Grupo JAR" ( Grupo João Arcanjo Ribeiro, mas ele nada respondeu. 

20h - "Tenho confiança em Deus e na Justiça", diz João Arcanjo sustentando ser inocente da acusação de ter encomendado a morte de Rivelino Brunini. 

Divulgação/ TJMT

Arcanjo diz que confia em Deus e na Justiça e diz ser um absurdo a acusação que pesa contra ele

19h56 -  "É um absurdo', argumenta Arcanjo quando questionado a respeito da morte de Rivelino. Na sequência, o promotor de Justiça começa a fazer perguntas ao réu. 

19h55 - João Arcanjo também nega ter ligado para Rivelino Brunini 3 dias antes de sua morte e determinado que ele tirasse as máquinas caça-níqueis de Várzea Grande. Alguém efetuou a ligação, mas o réu garante que não foi ele.

Divulgação/ TJMT

Júri popular de João Arcanjo é presidido pela juíza Mônica Catarina Perri de Siqueira

19h47 - Arcanjo disse não ter conhecimento do depoimento do ex-policial Célio Alves, que relatou ter recebido R$ 20 mil de João Arcanjo para matar Rivelino Brunini. Célio é ex-capanga e ex-braço direito de Arcanjo e já acumula mais de 80 anos de condenações por homicídios. Entre eles, dos radialistas Rivelino Brunini e Fauze Rachid Jaudy e pela tentativa de homicídio contra o pintor Gisleno Fernandes.

19h41 - João Arcanjo sustenta que mas máquinas caça-níqueis tinham o selo da Colibri, sua empresa, mas não foi autorizado por ele. Diz que chegou a brigar com o soldado Jesus e com Rivelino para retirar o selo. Afirma ainda que Brunini não lhe devia nada. 

19h36 - Arcanjo nega que participava do esquema de máquinas caça-niqueis  em Mato Grosso. No entanto, não soube informar se um dos seus barracões foi alugado para a vítima Rivelino Brunini. 

19h33 - Arcanjo diz que não era preciso sua autorização para colocar jogo do bicho em Mato Grosso. 

19h30 - Após rápida conversa entre o advogado Paulo Fabrinny com a juíza, começa o depoimento do comendador João Arcanjo Ribeiro.

Divulgação/ TJMT

Começa o depoimento de João Arcanjo

19h28 - João Arcanjo retorna à sala e senta no banco dos réus. 

19h25 - João Arcanjo sai da sala do tribunal de júri acompanhado por policiais federais.

19h22- Nelson Alves Vieira também lê seu depoimento e afirma que trabalhava com Marcondes e com as máquinas caça-níqueis.

19h20 - Marcus Aurélio começa ler seu próprio depoimento prestado em Brasília. Depois o promtor de Justiça sai da sala durante a leitura.

Divulgação/TJMT

João Arcanjo será ouvido ainda hoje 

19h11 - Seguem as leituras de vários depoimentos que constam nos autos. Entre eles de: Tarcísio Luiz Mendonça, e Messias Cristiano Batista, tomado em Brasília no qual negou conhecer o sargento Jesus.

19h07- Os depoimentos de Pedrinho Silva e Ronaldo Dias, também prestados em Sorriso são lidos no julgamento.

19h03 - Começa a ser lido o depoimento de Jorge Luis Ferreira prestado no município de Sorriso (420 Km ao norte de Cuiabá).

18h54 - Encerrada a leitura do depoimento. Na sequência é lido o depoimento da testemunha de nome Arthur.

18h30 - O júri é retomado com a leitura de um depoimento de Sinésio de Faria prestado ao Ministério Público. Ele não presta depoimento no júri popular. Consta no depoimento que ele ouviu dizer que a morte de Rivelino Brunini tinha ligação com os caça-níqueis. 

Divulgação/TJMT

Promotor do MPE, Vinicius Gahyva

18h09 - Encerrado o depoimento do policial o julgamento é suspenso por 10 minutos. 

18h06 - Rutemberg disse que trabalhou com o sargento Jesus na inteligência da Polícia Militar. 

18h02 - Chega a vez do promotor  Vinícius Gahyva fazer questionamentos ao policial testemunha de João Arcanjo.

17h59 - Por sua vez, o policial diz que acompanhou o acordo em que Rivelino não poderia mais explorar caça-níqueis em Cuiabá e Várzea Grande e após isso levou as máquinas para Chapada dos Guimarães.

17h57 - O advogado de Arcanjo faz perguntas para Rutemberg do Campo.

17h56 - Rutemberg confirma que a vítima Rivelino Brunini tinha envolvimento com os caça-níqueis e diz que aconselhou Brunini a deixar o esquema porque o pessoal do Rio de Janeiro era perigoso e não "brincava".

17h44 - Começa o depoimento da primeira testemunha de fefesa de Arcanjo. Trata-se do policial militar de reseva Rutemberg Ferreira do Campo.

Divulgação/TJMT

Arcanjo conversa com seu advogado Paulo Fabrini

17h38 - Advogado Paulo Fabrinny conversa com João Arcanjo que por sua vez coloca a mão no rosto para impedir qualquer leitura labial da conversa.

17h35- Porém, o policial afirma que foi condenado a 8 anos de prisão. Depois disso, o depoimento é encerrado.

17h31 - O policial é questionado pela defesa de Arcanjo e também pelo representante do Ministério Público. O promotor destaca que Jorge foi condenado a 12 anos e 4 meses de prisão pelo crime de tentativa de homicídio.

17h22 - Jorge relata que em 2002, época em que Rivelino foi assassinado, ele era apenas um policial militar sem qualquer vínculo com a vítima. No dia do crime, estava trabalhando e por isso atendeu a ocorrência sobre a morte do seu ex-patrão. João Arcanjo acompanha o depoimento do policial.

Divulgação/TJMT

Sandro Tadeu presta depoimento

17h14 - Termina o depoimento de Sandro e começa a oitiva do policial militar Jorge Luis da Silva que foi segurança de Rivelino Brunini até 2001

17h10 - Sandro Constantino diz que não andava armado à época do crime, em resposta aos questionamentos do promotor de justiça.

17h02 - O promotor Vinícius Gahyva diz que Sandro está em contradição com seu próprio depoimento prestado à Polícia Federal em ocasião anterior, em relação às pessoas que estavam no barracão na época do crime. A testemunha alega que não lembra de alguns fatos e afirma que ficou do lado de fora do barracão onde ficavam as máquinas.

TJ-MT

Advogado de Arcanjo, Paulo Fabrinny

16h52 - O advogado de Arcanjo, Paulo Fabrinny começa a fazer perguntas para a testemunha. O promotor também faz questionamentos. Por sua vez, Sandro diz que tinha Rivelino como um irmão e mantém contato até hoje com a família da vítima.

16h48 - Constantino afirma que Rivelino Brunini andava armado, mas não entrou em detalhes.

16h44 - Termina o depoimento de Joaci das Neves e começa a ser ouvido Sandro Tadeu Constantino, também na condição de testemunha. A imprensa volta a ter acesso à sala do júri popular. João Arcanjo não acompanha o depoimento a pedido da testemunha que disse se sentir constrangida a falar na presença dele.

15h02 - A testemunha que passou mal é Joaci das Neves. Após ser atendido a sessão foi retomada e ele começa a depor. A juíza pediu que todos deixassem a sala a pedido da testemunha. Somente a defesa, o promotor do Ministério Público e a magistrada permanecem na sala.

14h10 - Próxima testemunha passa mal e diz não ter condições de depor. Júri é suspenso por 30 minutos.

14h03 - Combinação de depoimentos era no sentido de obter benefícios. Termina o depoimento de Capiloto e Arcanjo é retirado da sala de audiência, a pedido da próxima testemunha.

13h56 - Paulo fala que ouviu Hércules combinando depoimentos. Diz que ele e Célio ficavam sempre isolados na prisão. Não conviviam com os demais detentos.

13h48 - Terceira testemunha a depor é Paulo Cabeludo, de 37 anos. Ele está preso há um ano e 4 meses, pelo Artigo 157. Promotor inicia perguntas.

13h38 - Termina o depoimento da segunda testemunha, Ronaldo Laurindo.

13h26 - Promotor encerra questionamentos. Defesor de Arcanjo, advogado Paulo Fabriny, começa as perguntas.

13h17 - Promotor Vinícius Gahyva começa a fazer perguntas. Testemunha diz que Júlio Bach se referia a Arcanjo como "papai do céu".

13h15 - Recomeça o julgamento. Ronaldo Sérgio Laurindo, que afirmou que não se importar em depor na frente do ex-bicheiro Arcanjo, é a segunda testemunha. 

12h22 - Durante o intervalo Raphael Brunini, um dos filhos de Rivelino Brunini, declarou a imprensa que espera que Arcanjo seja condenado a pena máxima. "A nossa expectativa é que a impunidade não reine em nosso país. Que ele seja condenado dos crimes que eles cometeu, porque são vários, para mostrar que o crime compensa".

Raphael disse que tinha 11 anos de idade e seu irmão 5 quando perdeu o pai, e, por isso não teria sido coagido diretamente. Porém, sua tia Raquel, enquanto estava fora do país, recebeu uma ligação com ameça morte. "Ela recebeu ameaças quando estava no exterior. Na época, ninguém, nem familiares, tinha o telefone ou contato dela, nem o então procurador Pedro Taques. Ela recebeu um telefonema em que diziam que se ela voltasse para o Brasil ela chegaria morta. Isso aconteceu depois de quatro anos".

11h41 - Intervalo para o almoço. 

11h32 - Raquel Brunini termina seu depoimento dizendo que não tem dúvidas de que Arcanjo seja o mandante do crime. Foram quase três horas de declarações perante ao Júri.

11h13 - 
Denuncia que a namorada de Rivelino na época, Kelly Cristina Ferreira Santana, ficou com as armas, carro e dinheiro dele. Raquel ainda provoca o advogado de defesa Paulo Fabrinny. "Quantas pessoas seu cliente mandou matar?" 

10h57 - 
Testemunha nega que o irmão tivesse 'rixa' com os bicheiros do Rio de Janeiro.

João Vieira


10h37 -
Defesa insiste em saber quanto Rivelino recebia com o esquema. Raquel reafirma que não sabe dizer o valor. Defesa e testemunha discutem.

10h25 -
Começam os questionamentos da defesa de João Arcanjo.

10h20 -
 Bastante abalada, Raquel chorou quando a promotoria começou a perguntar sobre os filhos de Rivelino. Ela afirmou que, logo após o assassinato, toda família teve que fugir de Cuiabá.

09h54 -
A testemunha se emociona ao recordar do dia em que o irmão foi morto. 

09h40 - Raquel recorda que máquinas começaram a sumir quando Rivelino e o sargento Jesus começaram a brigar. Cita que o irmão tinha muitas dívidas e estava devendo advogados. Lembra que havia um pedido de prisão contra Rivelino e que ele temia ser morto a mando de Arcanjo, por este motivo, ele foi para o município de Poxoréu para se esconder. "Rivelino dizia que todos os crimes que acontecia no Estado era a mando do Arcanjo".

09h25 - 
Testemunha conta que as máquinas de Rivelino lucravam de R$ 500 a R$ 1 mil por semana, mas não soube dizer como era feita a divisão do dinheiro. Nega ter participado ativamente do esquema. "Eu não trabalhava com ele, eu ajudava meu irmão, eu cansei de emprestar dinheiro para ele". Raquel descreve Rivelino como ganancioso, sendo esse o crime dele.

09h15 -
Irmã de Rivelino afirma que as máquinas foram fornecidas por bicheiros do Rio de Janeiro. Aponta

08h40 - Com atraso de quase 40 minutos, o Tribunal do Júri de João Arcanjo Ribeiro começa.

A expectativa é que o julgamento ocorra durante toda esta quinta-feira (10). Nove testemunhas serão ouvidas. que na época Arcanjo mandava em tudo e para que os equipamentos entrassem na cidade, os bicheiros tiveram que pedir autorização de Arcanjo. As máquinas recebiam um selo do colibri e os bicheiros pagavam mensalmente o Arcanjo.

09h10 - 
Raquel relata que trabalhava com o irmão, Rivelino, nas máquinas de caça níquel. Ele seria o responsável pela região de Cuiabá e teria trazido cerca de 1000 equipamentos. A região de Cáceres era comandada pelo sargento Jesus.

09h05 -
A Juíza Mônica Perri aponta que a lei prevê que a testemunha dê seu depoimento sem a presença do réu. E a primeira testemunha começa a ser ouvida.

08h55 -
 Primeira testemunha de acusação é Raquel Brunini, irmã de Rivelino Jacques Brunini. Ela se recusa a depor na frente do Arcanjo por se sentir coagida. Afirma que há anos morou fora do Brasil, por medo.

08h32 - Um dos advogados de defesa ainda não chegou ao Fórum e atrasa o início do julgamento.

João Vieira

Forte esquema de segurança foi montado para receber Arcanjo.

08h29 - O advogado Paulo Fabrinny Medeiros disse que há mais de 12 anos existe uma massificação da figura de Arcanjo. Para ele, o desafio da defesa é quebrar esse conceito perante os jurados.

08h26 - O promotor de Justiça Vinicius Gahyva calcula pena de 50 anos para João Arcanjo Ribeiro. Ele tomou como base as condenações dos Hércules Agostinho Araújo, Célio Alves e o uruguaio Júlio Bachs, fixadas em mais de 40 anos de prisão.

07h52 - Defesa informa que vai trabalhar com a tese de falta de provas, afirmando que os crimes não têm ligação com João Arcanjo.

07h41 - Genro de Arcanjo, Giovani Zem, chega ao Fórum para acompanhar o julgamento. Afirma que a família está apreensiva em relação às condições do ex-comendador, após tanto tempo de prisão. (Colaboração de Priscilla Silva e Welington Sabino)
 

 

 

 

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