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20.03.2016 | 08h45

Valesca Popozuda abre o Viva Seu Bairro

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A 24ª edição do projeto Viva o Seu Bairro começa neste domingo (20) em grande estilo. A Praça Cultural do bairro CPA 2 vai receber, logo mais à noite, a funkeira nacionalmente famosa Valesca Popozuda. Para animar o público, antes do show nacional sobem ao palco as seguintes atrações: Coyot Show, grupo de siriri Coração Atalaiense, Comitiva Chora Viola, Capoeira Vip, Victor e Wagner, Lucas e Gabriel, Montenegro e Boiadeiro, Sedusamba, Denner e Douglas e a banda Scort Som. Haverá ainda o lançamento do CD do quadro Caça-Talentos com apresentações de Jhonny e Vander Violeiro e a banda T.C.A.

Valesca começou a dançar no grupo de funk Gaiola das Popozudas, aos 19 anos. Dona de um carisma incomum, ela se destacou entre as outras dançarinas e soube aproveitar todas as oportunidades para dar asas ao sonho de seguir carreira solo. No Carnaval de 2014 ficou conhecida em todo o país com o hit ‘Beijinho no Ombro”, que exalta a independência e o empoderamento das mulheres. Ganhou fãs e admiradoras até mesmo entre aquelas que, anteriormente, a olhavam com desdém.

Com mais de uma década de trajetória no cenário musical e das artes, a funkeira se dedica agora à divulgação do single “Sou Dessas” que, em versão especial, faz dueto com Cláudia Leitte. A faixa, como é de praxe em seu currículo, traz em seu contexto mensagens expressivas do retrato da mulher contemporânea, que alia a personalidade com a luta por direitos igualitários, tudo isso sem deixar de se divertir e aproveitar cada momento da vida. É nesse viés que a cantora vem traçando sua história de sucesso que conta ainda com hits como “Eu sou a Diva que você quer copiar”.

Para Valesca, que é ávida por pesquisas em tendências musicais e ouve de Beyonce, Rihanna, Lady Gaga, passando por Alícia Keys, Ivete Sangalo, Claudia Leitte, MC Gui, Guimê, a Maria Betânia, ser consagrada pelo público brasileiro e quando se apresenta em turnês ao redor do mundo pelo público estrangeiro é uma honra, já que desde muito nova, as interferências musicais foram presentes em sua vida.

Além da música, Valesca transita por outras fatias do cenário das artes com desenvoltura. Moda e dramaturgia são dois mercados em que ela a cada dia imerge mais, seja como convidada para estrelar campanhas publicitárias de grandes marcas, como para participações em seriados e programas com teor dramatúrgicos nas programações de TV aberta e a cabo. Atualmente, foi uma das estrelas da campanha de inserção do canal por demanda NetFlix no país, ancorando o filme publicitário de Orange is the new black, seriado londrino que a cada dia conquista mais fies seguidores. “Ser feliz para mim é estar cercada de quem eu gosto e de quem gosta de mim e do meu trabalho”, enfatiza Valesca.

A cantora é, certamente, uma das responsáveis pela popularização do funk no país. “Fico muito feliz em ver a popularização do funk. Pra mim, música é interação, então, quanto mais próxima do público estiver, melhor. É democracia!”, disse em uma entrevista concedida ao site RBS.

Em 2014 a funkeira chamou a atenção de um jeito diferente. Um professor de filosofia em Brasília causou polêmica nas redes sociais após chamar, em uma prova, Valesca Popozuda de “grande pensadora contemporânea”. A questão envolvia a música “Beijinho no Ombro”. A cantora fez um vídeo em agradecimento ao professor e disse: “Se trouxesse Chico Buarque, a prova seria considerada mais intelectual do que provocativa. É preciso criar essa proximidade com os alunos. Fiquei lisonjeada por dois motivos: primeiro que foi colocada a minha música em prova e depois por ter se referido a mim como pensadora, intelectual, mas falei que ainda não estou nesse patamar, ainda não sou uma grande pensadora”.

Funk no Brasil

Trazido dos Estados Unidos na década de 70, o funk ditava o ritmo em casas noturnas como a Furacão 2000, uma das mais famosas, com seus bailes dançantes e hits feitos em vitrolas hi-fi. O legítimo funk carioca surgiu nos anos 80, influenciado pelo Miami Bass, um ritmo mais erotizado com batidas mais rápias.

A partir de 1989, quando os bailes começaram a atrair cada vez mais pessoas, foram lançadas músicas em português. As letras retratavam o cotidiano dos freqüentadores: abordavam a violência e a pobreza das favelas. Neste mesmo tempo os bailes começaram a ficar mais violnentos com brigas de turmas, gangues e grupos fechados.

Aos poucos o new funk foi ganhando espaço com músicas mais dançantes e letras sensuais. Novas vertentes foram surgindo aos poucos como o funk melody, com músicas mais melódicas e temas românticos, o proibidão e sua apologia ao mundo do crime, o tamborzão, com ritmo mais sonoro e rimas fáceis e o ostentação, que se refere mais especificamente ao consumo.

Veja o vídeo 

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