Júri inocenta PM por mortes de colega de farda e recepcionista | Gazeta Digital

Sexta, 09 de junho de 2017, 20h32

Júri inocenta PM por mortes de colega de farda e recepcionista

Welington Sabino, editor do GD


Chico Ferreira

Leandro de Souza Almeida foi inocentado em júri militar

Leandro de Souza Almeida, 25, o soldado da Polícia Militar responsável pelos disparos que mataram o colega de farda dele, Danilo César Fernandes Rodrigues, 27, e a jovem Karina Fernandes Gomes, 19, foi absolvido por unanimidade no julgamento militar realizado nesta sexta-feira (9), no Fórum de Cuiabá.

Os 2 homicídios foram resultado de um assalto frustrado em 24 de fevereiro de 2014 na empresa Câmbio Rápido, localizada na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá.

Ouvido em audiência em maio de 2015, Leandro confirmou que foi o autor dos disparos que acertaram o assaltante e que também atingiram e mataram seu colega de serviço e a funcionária da empresa invadida pelo criminoso Edilson Pedroso da Silva, 29. Afirmou também naquela oportunidade que só teve uma semana de treinamento de tiros antes de ir para as ruas de Cuiabá com uma pistola ponto 40 para fazer o policiamento comunitário.

Com base em todo o conjunto probatório e depoimentos coletados ao longo do processo, o próprio Ministério Público Estadual (MPE), por meio do promotor de Justiça, Marcos Regenold, pediu a absolvição do réu.

O representante do MP abriu o julgamento argumentando que o policial “não praticou crime algum” e classificou as mortes como “um triste acidente”. Os argumentos foram aceitos pelos 4 juízes integrantes do Conselho de Sentença que absolveram o soldado.

A conclusão foi baseada, segundo o Regenold, na perícia realizada pelo também promotor de Justiça, Allan Sidney do Ó Souza. “O relatório do batalhão em que Leandro era lotado apontava que no dia do crime foram entregues a ele 10 munições. A perícia aponta que foram efetuados 7 disparos da arma dele e 3 munições ficaram intactas. Foram encontrados 16 fragmentos de projéteis, porque após disparada a bala pode se dividir”, disse Regenold.

No julgamento, Leandro estava acompanhado de 3 advogados. Durante toda a instrução processual a defesa sustentou que o policial só agiu em legítima defesa no dia dos fatos.

Em 2015, o advogado Carlos Odorico Dorilêo Rosa Júnior, afirmou em audiência que Leandro atirou após o bandido sacar a arma na cintura para anunciar o assalto. Ele disse não ter dúvidas que houve despreparo já que o soldado após ingressar na Polícia Militar em 2011, nunca mais foi submetido a qualquer treinamento de tiros. (Com informações de Elayne Mendes, repórter de A Gazeta

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