Após tiroteio em UPA, secretária exige lugar exclusivo para atender presos | Gazeta Digital

Quarta, 14 de fevereiro de 2018, 06h00

Após tiroteio em UPA, secretária exige lugar exclusivo para atender presos

Welington Sabino, editor do GD


Chico Ferreira

Após o tiroteio registrado na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, no qual 5 pessoas foram baleadas por bandidos que tentavam resgatar um presidiário levado para receber atendimento médico no local, a secretária municipal de Saúde, Elizeth Lúcia de Araújo, afirmou que é preciso colocar em prática novos protocolos de atendimentos aos presos. Destacou que a ideia é garantir atendimento médico a criminosos presos num lugar específico, mas sem colocar em risco a segurança profissionais da saúde e dos demais pacientes usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sem explicar exatamente no que consistem esses protocolos, a secretária, destacou, por meio da assessoria de imprensa, que já vinha dialogando sobre o assunto com a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), pasta responsável pela administração do sistema penitenciário no Estado.

Agora, com o incidente, a secretária destaca que os gestores das duas pastas têm a obrigação de assegurar a segurança para os trabalhadores e para a sociedade, usuários do SUS que vão buscar o atendimento na unidade e que se sentem inseguros em terem ali um presidiário.

Divulgação

Secretária Elizeth Araújo cobrou do governo do Estado uma solução para que presidiários sejam atendidos em separados de outros pacientes

“A situação que aconteceu hoje deixa claro que não dá mais para tratar todo mundo junto, no mesmo espaço. Não temos como criar uma estrutura separada só para atendimento aos reeducandos, por isso precisamos urgentemente fechar os protocolos de segurança que já estamos discutindo e colocá-los em prática para dar segurança aos profissionais e à população. Essa, infelizmente, é uma situação que além de ter atingido fisicamente 5 pessoas, atingiu psicologicamente os nossos servidores da UPA, que ficaram extremamente abalados”, enfatizou Elizeth Araújo, em nota divulgada na noite desta terça-feira (13), após o tiroteio na UPA Morada do Ouro.

Para isso, a chefe da Secretaria Municipal de Saúde enfatizou que o governo do Estado, precisa, urgentemente, fechar o protocolo juntamente com os demais gestores responsáveis pela assistência à saúde da população cacerária em Mato Grosso. “Para evitar qualquer situação de constrangimento para o reeducando e de insegurança para a população vamos realizar essa semana reuniões para estabelecer esse local de atendimento com protocolo de segurança”, destacou.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as unidades contam com policial por meio de um convênio firmado entre a Secretaria de Ordem Pública, a Prefeitura, a Secretaria de Justiça e Secretaria de Segurança Pública.

Por meio de um projeto chamado jornada voluntária, policiais militares, durante o período de folga, trabalham de forma remunerada pela SMS. “Precisamos ampliar este serviço ainda para os Centros Odontológicos, que funcionam 12 horas e Policlínicas, que funcionam 24 horas”, cobrou Araújo.

Atendimento retomado

Chico Ferreira

Depois do tiroteio na UPA no final da tarde de terça-feira o atendimento foi suspenso e o local foi tomado por policiais militares. Um anúncio foi colocado na parte externa explicando os motivos da suspensão dos atendimentos. Porém, a partir das 7h desta quarta-feira, a UPA Morada do Ouro retoma sua rotina com atendimento normalizado.

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