Quarta, 17 de agosto de 2016, 00h00

Opção pela confiabilidade


Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, disse que tinha como ponto central adequar a economia brasileira as metas. Metas que veem estourando desde 2009, segundo os dados do Copom. A própria taxa Selic nos últimos 10 anos afronta as metas estabelecidas. E o primeiro relatório do governo Michel Temer publicado não discrepou, mas demonstrou opção pela confiabilidade ao mercado.
De fato, os indicies permitem oscilações (toleráveis). Algo não muito inferior à projeção financeira - por exemplo. O Brasil tem perspectiva de 7,31% de infração em 2016 e 5,14% para 2017. O próprio Bovespa fechou, na segunda-feira (15), com o maior patamar dos dois últimos anos - já subiu 36,4% em 2016 ao atingir 59.145 pontos. Tudo por tom positivo na Petrobras, após Operação Lava Jato, que esfacelou ambiente delinquente na para estatal.
O que ainda teme o mercado, se não a reedição da política de aumento de imposto, por ausência de força política suficiente no governo, que somente beneficiaria a máquina estatal (perdulária) com prejuízo a retomada urgente da produção nacional.
No rigor o Conselho de Política Monetária do Banco Central não deve sofrer interferência na decisão por motivo eleitoral. Afinal, isto significa fraude de informação ao investidor. Dado oficial manipulado incita perda de incredibilidade com refluxo no investimento.
Diga o que quiser, mas Dilma Rousseff foi ao impeachment não por pedalada fiscal ou outra ilegalidade cometida, mas porque intervém sub-reptícia e no partidário depravado em 2015 no Copom. Alterou dados e ludibriou investidores externos. Aqui era ela e o PT se dando bem (malandramente) ou o mercado. O resultado já é conhecido e tem caráter de irreversibilidade. Está fora e não volta.
A meta anual (inflacionária) é informação para a segurança negocial e não possibilidade imediata de envolvimento com hiperinflação, que já atingiu o Brasil entre 1980 e 1990. E que foi frenada no Plano Real (1994) - após os preços galgarem até 82,4% de aumentos em março/90. Ela prediz a opção de comportamento governamental. Enfim, perigo ou estabilidade para investir.
No primeiro round, Ilan Goldfajn, revelou os furos de 2016, mas manteve com postura firme e digna (não ganhou, nem fraudou resultado). Apesar da popularidade do presidente Temer estar em queda livre. É fato, que a estimativa inflacionária governamental a partir do Banco Central está aquém de qualquer projeção privada, pois prevê 6,5% de infração no ano. No entanto, o teto da meta para 2017, tanto no setor estatal, quanto no privado já tem diminuição. A taxa Selic que já atinge 13,75% para 2017 está estimada realisticamente em 11%.
O cenário muito ruim da Crise Dilma, que retraiu a economia em - 3,8% (PIB/2015 como o pior em 25 anos da série histórica do IBGE) já vai se debelando. Embora a retração reflexa ainda incida em 2016. O que importa é que o ciclo desgovernado ou estagnação nacional atingiu o fundo. Tanto que a taxa de investimentos no Brasil, que vinha despencando igual banana madura retrocedeu em 14,1%. Tudo significa princípio de uma retomada produtiva.
Não se pode negar mais que o impeachment foi um bom negócio nacional. E que vai beneficiar a partir de 2017 aos brasileiros, que desejarem trabalhar e produzir. Apenas duro e forte golpe na bandidagem, vadiagem - principalmente nocauteando a corrupção institucional.

Hélcio Corrêa Gomes, advogado.



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