Quarta, 31 de agosto de 2016, 00h00

Opinião

1,7 milhão de desempregados no Brasil

Hélcio Correa Gomes


Todo gasto público além do que se tem (despesa ao amanhã incerto) tem seu castigo por romper a restrição física de recurso. Ele causa avaria por intervenção imediatista (eleitoral). Aqui o entusiasmo geral não tem a capacidade de evitar o desastre por escassez inevitável. Tome-se, por exemplo, a tarifação desarrazoada da energia elétrica, dos preços reduzidos de combustíveis, bem como benéficos sociais sem os acúmulos de riquezas a partir de 2012 praticados pelo governo Dilma. Tudo elevou a popularidade governamental, mas no período recessivo (2013) exigiu o sacrifício do próprio governo.
Nada pior que um governo que somente olha sua aprovação ao curto prazo. E desorganiza o pais com erros reiterados. Ele não consegue visualizar o horizonte com dano futuro. É pré-anúncio técnico de tragédia nacional. Tal comportamento agrada a princípio a população, mas tem consequências. Tudo redunda na desgraça maior ao trabalhador.
Dados últimos do Ministério do Trabalho informam que o Brasil vai ao 16º mês consecutivo (julho/2016) com demissão superior a contratação, conforme Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Em 12 meses tem acúmulo de 1,7 milhão de postos de trabalhos fechados. Aqui mesmo com a leve melhora nos resultados do mês passado de janeiro a julho/2016 tem o pior resultado da série histórica (2002) com 623,5 mil postos de trabalhos encerrados.
De fato, o mercado de trabalho iniciou 2015 com livre desenvoltura no problema empregatício causado pela Crise Dilma. Teve PIB/2015 de - 3,8% e refletindo na tendência em 2016 por estimado de retração de - 3,2%. Aqui seja que governo for após o impeachment é preciso reorganizar a desordem e recuperar produção e empregos nacionais.
O fato populista de distribuir nacionalmente o que não se tem. Tarifas e preços irreais praticados e benefícios sociais ilimitados. Despesas administrativas crescentes e perdulárias. Tudo fora dos custos e benefícios formaram o grande desastre nacional, conhecido por Crise Dilma, cujo trabalhador paga hoje a maior fatura com desemprego e perdas salariais bravas. O setor de prestação de serviço foi o que mais demitiu, segundo dados do Ministério do Trabalho (40,4 mil postos fechados). A construção civil fechou com 27,7 mil vagas a menos. O comércio 16,2 mil. E a indústria de transformação com - 13,3%. Isto significa que beneficiados de antes amargam uma pior qualidade de vida em 2016 (supermercados atingindo mês a mês queda inédita nas vendas de alimentícias de 1% ao mês).
Ressaltando que no mês anterior são mais 95 mil postos de trabalho interrompidos abruptamente, embora no mesmo período do ano passado a situação fosse ainda pior (149 mil vagas fechadas). Aqui são famílias desamparadas e sem empregos provocados por governo federal, que apenas pensava o momento eleitoral e reeleição na base da mentira ou vale tudo.
Até 2018 as avarias estão na fase de rupturas expostas que se não forem bem administradas podem retroceder o pais aos idos econômicos de 2000. Nunca um governo causou tantos prejuízos à nação. Nunca os trabalhadores perderam e tendem a perder mais tantos direitos. Eis o que se avizinha por reformas, que já insurgem no ideário, dizendo que serão direitos aperfeiçoados para retomada da produção e dos empregos nacionais.
Enquanto a luta insana no impeachment de Dilma continua alongando ou politicamente tresloucada, o governo Michel Temer ouve, mas não dá opinião ou provoca mudança no cenário (catastrófico). Ele próprio fica refém do envelhecido Congresso Nacional. Aqui mais uma vez Dilma e seus aliados prestam serviços deploráveis e desumanos à população. Impedem deliberadamente que o pais siga em frente e se reorganize na produção e investimento. Triste e brutal realidade política com excessivo sobrepeso nefasto contra tudo e todos - principalmente ao trabalhador e desempregado na nação.

Hélcio Corrêa Gomes, advogado.



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