Tempo eleitoral reduzido | Gazeta Digital

Quarta, 12 de outubro de 2016, 00h00

opinião

Tempo eleitoral reduzido

Hélcio Corrêa Gomes


O plano de mídia, no segundo turno da eleição a prefeito de Cuiabá, foi redefinido por acordo privado entre os candidatos e já homologado judicialmente. Aqui o horário eleitoral gratuito restou reduzido pela metade. Wilson Santos (PSDB) e Emanuel Pinheiro (PMDB) vão falar menos ao eleitor. Nesta fase, com menor número de candidatos, se nutria esperança de saber o que cada um tem no plano de gerencial para sair dos problemas, que afligem por décadas a municipalidade.
Bons políticos brigam por mais um segundo, mais um minuto e querem atingir os eleitores refratários. O fato da rejeição de Wilson estar em 40,2% e Emanuel em 25,8% - dados/Voice, seria motivo plausível para não se pensar na redução do horário eleitoral, por que os candidatos pactuaram justamente o contrário? Porque, se falassem mais poderiam se trair a si mesmos. Enfim, comprovar no grande público, que não têm projetos exequíveis de governo.
Ambos temem a revelação que estão com programas e projetos inflados. E que boa parte deles sequer podem arranhar seus resultados anunciados. Além de não terem carismas ou lideranças consolidadas.
Candidatos e parlamentares, que não conhecem com maior profundidade a própria cidade, principalmente a periferia e problema sistêmico municipal. E como falar de Cuiabá, que existe fora da reunião de diretório partidário ou de conchavo político/empresarial. Melhor mesmo reduzir o tempo midiático, que impede abordagens amplas.
Vale ressaltar, entretanto, que está encerrado com a crise Dilma o período fácil de gestão improvisada. Tal processo do oba-oba entrou num colapso aberto. Não se pode nem mais nem contar com novo ciclo de projetos nacionais. A alternativa tão somente fica na racionalização dos gastos e controle forte da corrupção. E cujos candidatos não pensaram nesta reconfiguração administração. Eles repetem antigos discursos - tal como se vivêssemos tempos idos com grandes exportações nacionais, que refletiam em altas na arrecadação pública.
Wilson, quer voltar para enterrar seu ciclo de fujão, mas muitos eleitores não perdoam, e com Dom Pepe avalizando, pode implodir de vez o PSDB regional. Emanuel se tornou político sorridente, mas desbotado, pois não sabe se deseja ser esmeralda ou berilo. É resultado da política insolvente, provocada pelo judiciário, que fez reviravolta em Mato Grosso. Apenas substituto no emergencial de impedido de primeira e segunda ordem eleitoral.
Diante de programas inócuos vão as urnas os eleitores com calafrios. Todos já sofrem pelo futuro no imponderável. Não se trata de escolher o menos pior, mas de optar entre torturas cruéis, que matam dolorosamente no gradativo.
No programa eleitoral ataques de parte a parte e enfadonhos na base suspeita de provocação comportada, onde se revira lixo pessoal já conhecido. Tudo no matreiro de não fale daquilo, que não falo desse outro assunto. O desagradável deve ficar na moita. E que o Eterno proteja inocente e culpado.
Há mau agouro, que já delineia desconforto, cujo primeiro turno refletiu nos votos brancos e nulos superando os válidos. Mas nada incomoda Wilson ou Emanuel, por que sabem a que vieram ou representam. Uma gente nova que pensa muito velho.

Hélcio Corrêa Gomes, advogado.



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