Quarta, 15 de julho de 2015, 00h00

João da Costa Vital

Reflexão sobre a saudade

João da Costa Vital


Entendemos saudade como sendo uma recordação, entre triste e alegre de pessoas, de cidades as quais nascemos ou visitamos ou moramos e até de nossos animais domésticos; acompanhadas de enormes desejos de reviver com a família, os amigos, a namorada... Mas esse sentimento, ultimamente, esta se reduzindo, quase extinto.
As transformações sociais, o avanço tecnológico [whatsapp, Facebook, TV ], a labuta diária, às vezes exaustivas, a violência nas ruas nos tiram toda a inspiração de buscar uma intensa aproximação entre as pessoas que amamos. O ser humano contemporâneo tem uma alteração na sua essência. O amor aos nossos semelhantes que antes eram expressões simbólicas dos momentos históricos e que se constituía no termômetro das variações existenciais do ser humano, no mundo, padeceram de mutações. A saudade não pode se restringir apenas na esfera do ser, ou da essência de ser humano, não se pode quebrar a relação entre o físico e o metafísico, porque trata de algo presente no nosso inconsciente arquivado que esta na nossa memória.
A concepção de saudade discorre-se sobre um debate crítico, tanto, na filosofia que necessita interagir com outras ciências: Sociologia, Antropologia, Psicologia e Teologia. Nesse sentido, o ser humano vive sempre necessitando encontrar por meio das saudades vividas uma espécie de bálsamo para a alma. A busca do antes e do depois pode girar no ser humano uma frustração, quando os objetivos planejados não são realizados, gerando uma doença mental por nome masoquismo: quando uma pessoa sente prazer nas coisas negativas e experiências negativas, ou uma decepção profunda. O filme ‘cinquenta tons de cinza retrata muito bem isto‘.
Entretanto, o significado da saudade é tão forte que pode retomar os valores passados. Dessa forma, o movimento humanista, defensor do retorno dos valores da cultura clássica da Antiguidade, prega que: ‘só sente saudade quem teve uma convivência com alguém e essa convivência por alguma razão foi quebrada‘. É um sentimento de falta de sentido de um completar o que falta no outro. Ou seja, que: ‘provoque a sua ausência para que sintam a tua falta, mas não prolongue demais para que alguém sinta que possa viver sem você‘.
O ser humano vive sempre necessitando encontrar, por meio das saudades vividas, causas importantes da sua vida. Sentir saudades é, portanto, reviver bons momentos e, que estes sejam superiores aos maus momentos. Ninguém vive sem ter nunca experimentado uma saudade. O ser humano é um instrumento que sempre fica preocupado, a partir da saudade, a restabelecer o renascimento de uma história apagada, de uma música, da pessoa amada [...].


João da Costa Vital é Contador, Pedagogo, Jornalista e Analista Político.Escreve as quartas-feiras em A Gazeta. E-mail: jcvital3@gmail. com
 



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