Educação democrática | Gazeta Digital

Quarta, 21 de outubro de 2015, 00h00

Educação democrática


Muitos países pobres e até emergentes, como o Brasil, ainda não fixaram metas de estabelecimento de um código de comportamento e qualidade de vida de seu povo. Essa qualidade de vida só acontecerá quando nossos governantes fixarem seu olhar para proporcionar uma educação de qualidade. Tudo de bom ao povo começa com projetos conscientes de educação para todos. A educação é a essência de uma sociedade civilizada. Entretanto a meu ver o compromisso do poder público por uma escola de qualidade está muito difícil de acontecer a curto espaço de tempo, visto o desprezo em se dá a educação.
Se os nossos governantes continuarem a ver a educação com um olhar míope, o País regredirá a uma situação de semicolonial, desprovido de autodeterminação, com baixos níveis nos indicadores de qualidade de vida, na infraestrutura econômica, no emprego, com desigualdades de renda. Nós sabemos que o desemprego do Brasil poderia estar a um nível bem inferior a que a pesquisa nacional e internacional mede todos os anos. Até o início deste século e milênio o desemprego e o analfabetismo era gritante, de 18 a 20% e 30 a 40% , respectivamente.
Isto perdurou até o Governo de FHC, houve uma reviravolta nesses índices após o Governo Lula caindo para 05% a 07% e 15% a 18%, respectivamente. Mas ainda há muito por se fazer! Vejo que o Brasil só não está melhor na questão social - pleno emprego e educação para todos -, por culpa única e exclusiva da corrupção. A corrupção paralisa o País e agrava a violência, dentre outros problemas setoriais do país.
O Brasil, particularmente, precisa de um cenário positivo, de um olhar firme consciente por parte do poder público e da oposição. A oposição tem que mostrar novas alternativas de administração do País, para que haja perspectivas de dias melhores ao nosso povo, e deixar de lado a ideia ridícula de convocar a população para agitar as nossas ruas pedindo impeachment da nossa presidenta. Isto em nada ajudará o nosso país! Pelo o contrário, trará, com certeza dias malditos do autoritarismo militar. O Brasil precisa queimar etapas do atraso. Isso só será possível com uma educação democrática e de qualidade, tanto cognitiva, como comportamental. Ou seja, que o nosso povo venha a ter a capacidade de adquirir conhecimentos e a consolidação de princípios democráticos compatíveis com a moral e a ética.
Cidadãos civilizados têm um olhar mais crítico, como eu dissera no artigo da semana passada. Só um povo educado e qualificado tem um comportamento cívico, pois não são produtos do acaso. A escola rompe com o atraso e é o ambiente cristalizado de informação e formação para mudar o senso comum do atraso que tem sido o pressuposto da memória oficial.


João da Costa Vital - É Contador, Pedagogo e Jornalista. Escreve as quartas-feiras em A Gazeta. E-mail: jcvital3@gmail. com



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