Dia do Servidor Público | Gazeta Digital

Quarta, 28 de outubro de 2015, 00h00

Dia do Servidor Público


O pior de se conviver com a democracia implantada no Brasil é descobrir que a célebre frase da Constituição: ‘todos são iguais perante a Lei‘ É uma obra de ficção. Senão vejamos! Enquanto o Congresso Nacional aprova aumentos salariais bem acima do índice inflacionário, todos os anos, para servidores públicos dos poderes Legislativo e Judiciário, como aconteceu neste ano, onde os parlamentares aprovaram aumentos de até 45% para os servidores do Legislativo e de 78% aos servidores do Judiciário, para os servidores do primo pobre do poder Executivo o Governo está dificultando e se negando a um pedido não de aumento salarial, mas de uma reposição das perdas salariais, em torno de 27%. Cadê a isonomia salarial?
A presidenta da república, Dilma Rousseff está se negando a reajustar o salário do servidor com o mísero 27% proposto pela categoria, um reajuste escalonado em quatro anos. No Brasil temos o Dia do Médico, Dia do garçom, da Secretária e pasmem, até o Dia do Evangélico. Certamente essas categorias têm aspirações diferentes. Pois, até mesmo no interior de uma categoria há sentimentos diferentes. Individualmente, cada pessoa tem seus próprios sonhos e princípios. O sonho do Servidor Público do poder Executivo é ser tratado com igualdade e que tem como princípio ter o seu valor reconhecido, sendo tratado com dignidade perante os servidores de outros poderes da Nação.
No dia 28 de outubro [hoje], quando se comemora o Dia do Servidor público, antes de tudo é preciso agradecer a dedicação e o compromisso deste trabalhador com a função social fundamental que ele desempenha que é de materializar os serviços prestados à Nação. Infelizmente chega a um ponto que o Servidor vê o seu salário tão reduzido sem as mínimas condições de uma vida digna, que opta por organizar greves a fim de sensibilizar o Governo, dizendo: eu existo! É Preciso um tratamento justo ao Servidor Público.
 Durante os oito anos do Governo de FHC, o servidor do poder Executivo teve zero de reposição das perdas salariais frente à inflação. No Governo Lula, nos últimos anos de governo, foi autorizada uma reposição bem abaixo da inflação e escalonada em quatro anos, entretanto este governo autorizou uma reclassificação da tabela de vencimentos do servidor de repôs 60% das perdas ocorridas desde o Governo de Fernando Collor e Itamar Franco. No Governo Dilma a negociação não está tendo receptividade por parte do poder público. O servidor público não tem culpa pela crise de corrupção e ineficiência administrativa do governo atual do PT. O servidor público tem que ter um ambiente de trabalho condizente com a função, planos de carreira salarial coerente e alinhada entre os três poderes da nação.

João da Costa Vital é contador, pedagogo e jornalista e escreve as quartas-feiras em A Gazeta. E-mail: jcvital3@gmail.com

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