Rejeição em campanha | Gazeta Digital

Quarta, 07 de setembro de 2016, 00h00

Rejeição em campanha


Pesquisa do Instituto Gazeta Dados para as eleições municipais deste ano revelou preferências eleitorais dos candidatos e os seus níveis de rejeição. Analisei esse item da pesquisa com o cientista político, professor João Edisom de Souza. Para ele a inexistência de rejeição revela candidato morto. Sua rejeição não significa aprovação e sua voz não tem peso. Caminha mais pra campanha estagnada ou morna do que pra uma campanha movimentada. O candidato não é ouvido pelo eleitorado naquilo que diz. Já na rejeição, o candidato está mais vivo e sua voz pesa porque pode levantar polêmicas.
O segundo ponto levantado por João Edisom é muito interessante. O candidato com rejeição significativa tem na verdade duas campanhas eleitorais. Uma voltada pra combater a rejeição e outra pra tratar de proposições pra gestão futura. Nesse caso, com 40 por cento de rejeição em Cuiabá, o candidato Wilson Santos terá que desenvolver duas campanhas paralelamente. Uma reduzindo a rejeição. É um discurso específico. A outra é a construção da parte propositiva da campanha pra convencer o eleitor a votar nele.
Outro ponto defendido por João Edisom é que existem duas rejeições. A primeira é pessoal. As pessoas não toleram a pessoa do candidato por razões ligadas ao seu caráter ou às suas atitudes. A segunda rejeição é institucional. O eleitor considera atitudes políticas ou atitudes desenvolvidas durante mandato ou atitudes políticas. Essa é pública e a primeira é pessoal.
Com o maior nível de rejeição, Wilson Santos tem mais oportunidades do que riscos. Essa avaliação ouvi ontem numa rodada de conversas reservada pra discutir a eleição municipal em Cuiabá. Conhecedor da cidade e com larga experiência em mandatos anteriores diversos, tem a oportunidade de se redimir a partir da rejeição alta.
 João Edisom lembra o ex-prefeito Murilo Domingos, em Várzea Grande que, na eleição de 2010 iniciou a campanha com 78% de rejeição e elegeu-se. Descobriu-se que sua rejeição era institucional e não pessoal. Botou o pé na estrada e elegeu-se. Se fosse pessoal, talvez não se elegesse. Pesquisa pede análises que, às vezes, vão além do “quem ta na frente”.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail:onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

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