Quarta, 14 de setembro de 2016, 00h00

Educação sem futuro - III


A medição do IDEB - Indice do Desenvolvimento da Educação Básica de 2015 divulgado há uma semana é mesmo de chorar. No país ele mostrou que a educação média não alcançou as metas baixíssimas previstas e seguiu a mesma série pobre série histórica. Em Mato Grosso foi de 3,2, num meta de 4. Bom registrar: isso de zero a dez!
Ontem, contudo, ouvi uma ótima entrevista na Rádio CBN a respeito dos resultados do IDEB com a educadora Ilona Becseházy. Ela coloca o começo do problema do ensino médio lá no ensino fundamental, que está nas mãos das prefeituras. Está fora de controle, portanto. Se o aluno sai analfabeto do fundamental, continuará analfabeto no médio e chegará à universidade semialfabetizado. Na Universidade Federal de Mato Grosso alunos que chegam às áreas de cursos como engenharia, passam um tempo aprendendo o básico que não aprenderam lá atrás. Aqui se cruzam um monte de contextos que se perdem nos corredores do serviço público. Misturam-se interesses dos gestores públicos, interesses dos planejadores públicos, dos dirigentes das áreas pedagógicas, dos sindicatos corporativos, dos prefeitos e dos governadores e, lá na ponta, o professor. Este, alegando salário e uma série de outras contradições que esse sistema produz, acaba não educando. Mesmo sabendo que não está educando ninguém.
Portanto, a educação fundamental e média no Brasil não estão voltadas para educar. Servem pra justificar discursos de políticas públicas que servem a interesses políticos. Em alguns municípios, e estados há luz nesse túnel escuro. Apesar do sol tropical do Centro-Oeste com temperaturas superiores a 40 graus, a luz não chega senão em frestas muito pequenas aqui e ali.
 A mesma educadora aponta estados como Ceará que saiu de uma média de 2,8 em 2005 e chegou a 5,7 em 2015, mais do que estados mais ricos. Amazonas e Goiás também evoluíram. A questão, então não é só dinheiro. É gestão e percepção da educação como política ultranecessária a qualquer país.
Curioso é o drama que se faz com relação a português e matemática, como se fossem monstros devoradores. No passado ao aluno aprendia. Por que não aprende hoje? Piorou todo o ambiente escolar. É só isso, ou aí se inclui a terrível ideologização de todo o sistema educacional brasileiro? Aprender é sofrer! Pobre escola. Pobre Brasil!


Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail:onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br



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