Quarta, 19 de outubro de 2016, 00h00

Segundo turno


Confesso que no primeiro turno da eleição para prefeito de Cuiabá não prestei muita atenção nos debates entre os candidatos. No segundo turno sim. Apesar de não gostar do modelo dos debates na televisão. Muito restritivos. Prefiro mais a conversa do que o marketing televisivo.
No segundo turno a eleição se polarizou entre dois experientes deputados estaduais. É natural que haja a necessidade de um espaço muito maior na campanha dessa fase, para discussões sobre as capacidades de cada um. Penso que já passou o tempo de propostas. Todos sabem já as conhece. O que eleitor não sabe é exatamente quem são esses dois homens, aqui falo deles como pessoas, que desejam governar a cidade nos próximos quatro anos.
Mas eles estão sendo muito prejudicados pelo rigor da justiça eleitoral. Parece que o engessamento das regras desta eleição deseja dois piedosos sacristões disputando o voto para saber quem vai ajudar o padre a celebrar a missa. É muito mais do que um ofício religioso. O eleitor-cidadão tem o direito de conhecê-los no limite das pressões. No cargo, as pressões são o prato de todos os dias. Ambos tem pecados piedosos e pecados pouco-piedosos. Porque não deixar o eleitor saber disso?
Essa estória de que a campanha é só de baixarias, é conversa! O eleitor sabe quando é baixaria. Por exemplo: se um dos candidatos atacar a vida familiar do outro, é baixaria. Se atacar as desgraças familiares, também é baixaria. Mas quando se discute os seus atos passados e presentes, não é baixaria. Compreendo o puritanismo dos magistrados eleitorais. Mas estão atrapalhando a democracia. O regime democrático pressupõe amplas discussões. Até o limite! Prova disso está no fato de que o candidato Emanuel Pinheiro viu sua rejeição crescer na medida em que surgiram denúncias a seu respeito. A rejeição de Wilson Santos caiu de 54% para 40%, a dura penas. O eleitor tem o direito de saber as razões da rejeição de ambos.
Lembrando, pra finalizar. O futuro prefeito vai governar Cuiabá sob fortíssima pressão da sociedade, da crise financeira que ainda vai piorar muito, dos problemas e da rejeição à política e aos políticos. Por isso, tem que ser um forte. E a força se testa na batalha dura. Gosto do segundo turno. Quanto mais briguento, melhor pro eleitor! Eleição não é missa.


Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso. E-mail:onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br



Aguarde! Carregando comentários ...


// leia também

Quarta, 18 de janeiro de 2017

00:00 - Educação pro tempo livre

Quarta, 11 de janeiro de 2017

00:00 - 2017 das arábias

Quarta, 04 de janeiro de 2017

00:00 - Já vai, 2016? - final

Quarta, 28 de dezembro de 2016

00:00 - Quanto pior, melhor?

Quarta, 21 de dezembro de 2016

00:00 - Nós de cá, eles de lá

Quarta, 14 de dezembro de 2016

00:00 - O que fazer?

Quarta, 07 de dezembro de 2016

00:00 - Passaram-se 12 anos

Quarta, 30 de novembro de 2016

00:00 - Gestões municipais

Quarta, 23 de novembro de 2016

00:00 - Violência jovem e cidadania - final

Quarta, 09 de novembro de 2016

00:00 - Tsunamis em série


 veja mais
Cuiabá, Sexta, 20/01/2017
 

WhatsApp


Fogo Cruzado waze

titulo_jornal Sexta, 20/01/2017
4fa6f0aa8dc554a3a883d344d91b9b74 anteriores




Rádios ao vivo
  • cbn
  • cbn
Indicadores Financeiros
Dólar Comercial 3,2193 +0,25%
Ouro - BM&F (à vista) 125,00 +0,81%
+ veja mais
Mercado Agropecuário
Boi Gordo @ 131,00
Soja - saca 60 kg 66,50
+ veja mais
Mais Lidas Enquete

Uma lei municipal de 2016 determina que todos os assentos do transporte coletivo de Cuiabá são preferenciais para idosos, gestantes e deficientes. Você concorda com isso?



Logo_classifacil