Quarta, 21 de dezembro de 2016, 00h00

Nós de cá, eles de lá


Este artigo nasceu de uma conversa na última semana em Diamantino, com um empresário do agronegócio de Tangará da Serra. Maduro, experiente e pioneiro na região do Médio Norte do estado, desde o começo da década der 1980. Nossa conversa nasceu na Loja Maçônica ‘Colunas Diamantinense da Amazônia‘, onde fui dar palestra. Por iniciativa dele se aproximou e comentou sobre artigo que escrevi. O artigo, ‘Mato Grosso x MT‘, tratava da existência separada de dois Mato Grossos. Um que trabalha e produz, outro que cuida da burocracia e atrapalha. Muito!
Daí por diante a conversa envolveu longas confissões dele e de outros empresários que se aproximaram e alimentaram a discussão por um bom tempo. Todos, sem exceção revoltados com a chamada máquina governamental. Era gente da área de vendas de defensivos e insumos agrícolas, de comércio varejista e de atacado, donos de empresas de máquinas agrícolas e revendedores delas, e produtores rurais. Sem exceção, Irritados com a burocracia do estado. Mas eles separam bem. De um lado as infinitas regulamentações que desconhecem absolutamente a realidade da economia e da vida real. De outro, os chamados ‘agentes públicos’, que são funcionários que atuam dentro e fora dos prédios governamentais.
Em princípio, um enorme preconceito com os ‘agentes públicos’ por suas atitudes de arrogância, indiferença ou de omissão. Elogiam os bons, mas descem o pau na maioria descompromissada. Particularmente incomodam as regulamentações de gabinete criadas em Cuiabá por gente que nunca viu um pé de couve e quer regulamentar quem produz milhares de hectares de lavoura. Ou criam milhares de cabeças de gado. É um conflito sem fim.
Penso que o governador Pedro Taques, com sua visão legalista, deveria compor grupos de trabalho, compostos por gente de dentro e de fora do governo, pra discutir questões que influenciam e economia. Gente de governo pensa como governo. Precisa do freio da realidade. Empresários, consultores que enxergam o mundo na sua totalidade local, regional, nacional e internacional, capazes de colaborar sem esperar salários e RGAs. O governador prestaria um imenso favor à economia estadual se auditasse a maioria das bobagens que saem da cabeça dos burocratas e lá na ponta atingem que trabalha e produz com horizontes de mundo. Não só do contra cheque no fim do mês. Mato Grosso agradeceria. Muito!


Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.E-mail:onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br



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