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08/02/2010 13:13
Cuiabá sedia 3º Congresso de Jornalismo Ambiental
Entre os dias 18 e 20 de março, Cuiabá será a sede da terceira edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que será realizado no Centro de Eventos do Pantanal. Nesta terceira edição, o Núcleo de Ecomunicadores dos Matos – NEM, organização não governamental criada em 2005 por jornalistas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul traz o congresso para Mato Grosso.
Entre os objetivos do 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental estão a contribuição para o debate entre desenvolvimento e meio ambiente, qualificação profissional na construção de pautas sobre a temática ambiental, apuração de informações e produção de conteúdos jornalísticos. Além disso, espera-se estimular o diálogo entre imprensa, empresas, governos, ONGs e movimentos sociais frente a questões ambientais, bem como incentivar a participação de estudantes e profissionais de Comunicação, em particular de Jornalismo, para a pesquisa e produção acadêmica na área ambiental. Para o jornalista André Alves, um dos organizadores do evento, trazer a edição do Congresso para Mato Grosso é um reconhecimento do amadurecimento da questão ambiental e do jornalismo especializado no Estado. “A nossa expectativa com a realização de um evento deste porte é mostrar a importância da qualificação profissional na cobertura ambiental, algo que nós já estamos fazendo mas que podemos e devemos dialogar com outras experiências”, pondera.
O 3º CBJA é voltado para jornalistas, estudantes e profissionais voltados a área de jornalismo. A expectativa é de trazer entre 300 a 500 congressistas, divididos entre jornalistas de diferentes regiões do país e da América Latina,que atuam na grande imprensa, assessorias, imprensa especializada, a imprensa alternativa, do terceiro setor, produtores independentes e academia. Espera-se que uma quantidade significativa de estudantes do ensino superior participe e por isso uma programação específica, com apresentação de trabalhos científicos está sendo montada com uma comissão que agrega várias universidades do Brasil.
A participação de profissionais de comunicação, stakeholders e líderes de ONGs e movimentos sociais está sendo estimulada não somente em oficinas como também nas principais discussões, visando garantir um debate aprofundado entre a imprensa e o intercâmbio de experiências. “Mato Grosso e Amazônia como um todo é muito mais do que desmatamento e belezas cênicas. Existe um leque muito grande de importantes pautas de interesse nacional e internacional que precisa ser enriquecido”, finaliza.
As cinco regiões do Brasil estão contempladas na segunda edição da Mostra Científica de Jornalismo Ambiental que acontecerá durante o 3º Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, entre os dias 18 a 20 de março em Cuiabá. Ao todo serão apresentados 20 trabalhos aprovados de acadêmicos de graduação e pós-graduação.
De acordo com a organizadora da Mostra Científica, a jornalista Gisele Neuls, é possível perceber que há um crescente interesse de pesquisadores sobre jornalismo ambiental. “Houve vários pedidos de submissão de artigos fora do prazo, e também para abertura de uma nova etapa de submissão”, explica. “Os trabalhos mostram preocupação com questões teóricas e epistemológicas, o que é muito importante para um campo de pesquisa se consolidar. Clima e Amazônia também apareceram com força entre os trabalhos avaliados”, complementa Neuls.
Para o jornalista Reges Schwaab, doutorando em comunicação pela UFRGS, é notável nesta edição a presença de trabalhos da região amazônica. “A sede desta edição favoreceu geograficamente essa participação. Isso é fundamental para percebermos olhares de quem vê uma das realidades ambientais mais comentadas do país da janela da sua casa, por exemplo”, ressalta.
Para os dois membros da Comissão Científica, os trabalhos que serão apresentados são diversos e abrangem desde relatos de trabalhos aplicados até resultados de pesquisas. E que há um campo muito grande em pesquisa no tema. Nas palavras de Schwaab é necessário “apurar o olhar” para entender melhor o aumento da abordagem ambiental no jornalismo brasileiro. “Alguns trabalhos apontam para isso e renovam a certeza de que a Mostra Científica merece ser mantida, ampliada e incentivada, trazendo ainda mais pesquisadores e jornalistas para a discussão”, finaliza.
A organização do CBJA lançou um edital no ano passado pelo qual foram inscritos 24 trabalhos acadêmicos. Uma comissão científica, formada por 8 professores de comunicação, com mestrado e doutorado avaliaram os trabalhos. Cada projeto foi avaliado por dois membros da comissão e no caso de divergências um terceiro parecerista analisava o trabalho. A relação dos trabalhos acadêmicos e o perfil da comissão científica estão no site do Congresso: www.cbja2010.org.br. Outras informações pelo site: www.cbja2010.org.br
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