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28.11.2017 | 09h36

Ações afirmativas e cotas são atalho para 4 em cada 10 universitários

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Quatro em cada dez estudantes ingressam nas universidades brasileiras graças às políticas de ação afirmativa ou de inclusão social. O dado consta de um estudo do Instituto Locomotiva Pesquisa & Estratégia, em parceria com a Brodda, divulgado nesta terça-feira (28).

A pesquisa mostra que 18% dos universitários estudaram em escola pública ou particular com bolsa de estudos; 15% conseguiram ingressar por critério de renda; 11% por sistema que combina os critérios anteriores; 5% entraram por critério étnico-racial e 7% por outros meios.

Divulgação

Por outro lado, 53% dos estudantes não precisaram das políticas de incentivo e 6% não souberam responder a questão.

A estudante do 6º semestre de pedagogia, na Faculdade Sumaré, na zona oeste de São Paulo, Angela Brandão, de 21 anos, faz parte do quadro de estudantes que ingressaram no ensino superior por meio de cotas. Em entrevista ao R7, a jovem diz ser bolsista do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e explica a importância das ações afirmativas ou inclusão social.

“A gente, que saiu de escola pública, nunca teve o suficiente para pagar pelo estudo. Por isso, sem as cotas a gente não conseguiria pagar uma faculdade”, diz Angela, que confirma os números da pesquisa em sua sala com pouco mais de 30 alunos. “Sempre foi um incentivo muito forte para a gente entrar na universidade. Mesmo que minha mãe e meu pai não tiveram oportunidades, sempre tentaram proporcionar o melhor para a gente. O melhor ensino sempre foi prioridade dentro de casa.”

A jovem revela que, apesar de os pais nunca terem frequentado os bancos de uma faculdade, os estudos sempre foram prioridade dentro de casa. Além dela, o irmão e a irmã estudam respectivamente Ciência da Computação (Anhembi Morumbi) e Arquitetura (Unip), também sob o Fies.

Colega de sala de Angela, Priscila Pessoa é 100% bolsista pelo Prouni (Programa Universidade Para Todos) e admite que, "se não fosse por ações afirmativas, não teria condições de estudar”.

Para chegar ao diagnóstico sobre as ações afirmativas e as políticas de cotas, a pesquisa considerou 1.470 casos.

A pesquisa também levantou que 58% dos universitários consideram a remuneração um dos três fatores mais importantes na escolha de uma profissão.

O estudo indicou que o País tem 8 milhões de universitários, sendo a maioria composta por mulheres (57%). A região Sudeste possui quase metade dos estudantes das faculdades (43% do total). Mais da metade deles fazem parte da classe C (53%) e oito em cada dez são solteiros.

Renda

A pesquisa mostra que a renda média dos universitários é de R$ 1.704 -- 21% a mais que os R$ 1.409 das pessoas que têm somente o ensino médio. O diploma na mão, porém, faz grande diferença: pessoas já graduadas ganham, em média, R$ 4.688 por mês -- quase o triplo do estudante universitário.

Valores familiares

Os universitários também estão mudando os valores familiares. Isso porque oito em cada 10 universitários discordam que o homem sempre deve ser o principal responsável pelo sustento de sua família.

O estudo mostra também que 86% discordam que a mulher sempre deve ser a principal responsável pelo cuidado da casa e dos filhos e 75% dos universitários reprovam a afirmação de que "uma família só é uma família se tiver o pai, a mãe e seus filhos".

Sobre os valores familiares, a futura pedagoga Priscila dispara contra o machismo e incentiva mulheres a serem independentes.

“Acredito totalmente na independência financeira da mulher. Aqui em casa, mesmo, somos em quatro mulheres desde que meu pai morreu”, encerra.

Para montar a pesquisa, o Instituto Locomotiva Pesquisa & Estratégia e a Brodda entrevistaram 4.630 universitários de todo o Brasil durante o segundo semestre de 2017.

 

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