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Massacre em escola 14.03.2019 | 08h16

Centenas de pessoas se despedem de 6 das 10 vítimas de atentado em Suzano

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Guilherme Padim

Guilherme Padim

Centenas de pessoas compareceram, na manhã desta quinta-feira (14), em Suzano, ao velório coletivo de seis dos dez mortos no massacre da escola estadual Professor Raul Brasil.

 

As vítimas do crime cometido por dois jovens – Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25 – eram cinco alunos, duas funcionárias e um comerciante, além dos próprios autores do massacre.

 

Na Arena Suzano, ginásio localizado próximo a escola, o clima foi de tristeza e desolação entre familiares e amigos das vítimas.

 

 

Os corpos de Eliane e Marilena, que trabalhavam na escola, e de outros quatro alunos foram velados lado a lado, em fileiras, em espaços divididos por cadeiras para os familiares.

 

Com a cidade em luto oficial de três dias, muitos alunos do colégio e outras instituições foram ao velório.“Foi muito triste. Horrível. A apreensão até receber a notícia foi muito dolorosa”, disse Isabela, 16, amiga de Caio, um dos alunos mortos no massacre.

 

“Eu não estudei com eles, mas sofro junto também. Não consigo acreditar até agora”, disse Mayara, também amiga de Caio. Ela acompanhava Isabela no local.

 

 

 

Professor de Claiton em um cursinho para alunos de escolas estaduais e estudante de Direito, Carlos Lima, 20, afirma que fez questão de comparecer ao velório. "Além de ser um ótimo aluno, ele nos ajudava muito. Era muito proativo e extremamente tímido”, lembra Carlos, que guarda boas lembranças do garoto: ”Ele demonstrava muito amor pelo que fazia, e era muito esforçado”.

 

Uma mulher presente ao velório, que preferiu não se identificar, conhecia Eliane, Marilena e os dois atiradores. Consternada, ela afirmou que não entende como "um garoto tão calmo, tranquilo, comportado poderia ter feito isso. Na noite anterior, ele estava jogando truco com alguns amigos. Não dá pra entender”. "Falei com o avô dele há alguns dias, e ele comentava comigo que o neto não dava trabalho nenhum, que passava muito tempo no computador”, disse a senhora.

O movimento das pessoas que não são das famílias é grande. Elas ficam isoladas por uma grade que as separa dos familiares, que são os únicos próximos aos corpos.

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