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13.01.2018 | 09h57

Em SP, busca nos postos é grande até em área fora de risco da febre amarela

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Moradores de áreas da capital paulista sem indicação para vacina contra a febre amarela formaram na sexta-feira longas filas em postos para garantir a imunização. No Hospital Rede Hora Certa da Penha, na zona leste, os interessados começaram a chegar antes mesmo das 6 horas, segundo funcionários.

A comerciante Adriana Cristina Menarim, de 40 anos, conseguiu ser vacinada na sexta em sua segunda tentativa. ‘Tentei na quinta, cheguei um pouco depois das 6 (horas) e a fila dobrava a esquina.‘ Adriana não tem planos de ir a áreas de risco, mas, mesmo assim, está apreensiva com a circulação do vírus.

João Vieira

Já a dona de casa Daniela Fernandes Paulino, de 39 anos, foi atrás da vacina para ela e o filho, de 5 anos, porque vai viajar para Mairiporã, na Grande São Paulo, e para Andradas, em Minas Gerais, nas próximas semanas. ‘Achei que estaria mais tranquilo, porque aqui não é região de recomendação. Penso que muita gente quer tomar logo a dose antes que comecem a distribuir a fracionada‘, comenta.

Doses fracionadas da vacina serão aplicadas a partir de fevereiro. A dose integral será mantida, mas apenas para casos específicos, como para quem vai a países que exigem o certificado.

A farmacêutica Amanda Paiva, de 34 anos, ficou mais de sete horas no hospital para conseguir a vacina e o certificado. ‘s 7 (horas) eu já estava na fila, mas só fui vacinada às 13 (horas). Depois me deram nova senha para a emissão do certificado‘, conta. Ela precisa do documento para viajar ao exterior.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que houve ‘aumento significativo‘ na procura pela vacina, o que causou filas. ‘A unidade (Rede Hora Certa Penha) vacinava em média 30 pessoas por dia e somente na sexta aplicou cerca de 1.300 doses‘, diz a nota. Segundo a Prefeitura, só neste ano, 109 mil pessoas foram vacinadas na zona norte e 189,8 mil na sul.

Mairiporã

A prefeitura de Mairiporã lançou na sexta uma campanha para que praticantes de atividades esportivas se vacinem antes de visitar a cidade. Agências e organizadores de eventos também fazem alertas. O município é o mais afetado pela febre amarela na Grande São Paulo, com ao menos duas mortes e 42 casos suspeitos.

‘Mairiporã é uma cidade muito propícia para práticas esportivas. Algumas pessoas pensam que, se já tomaram a vacina, podem vir, mas é preciso esperar dez dias‘, diz o secretário municipal do Esporte, Cultura e Lazer da cidade, Ronaldo Fratello.

Sócio da equipe de canoagem e stand up paddle Piratas de Mairiporã, Victor Coelho, de 31 anos, diz que o número de clientes caiu quase pela metade por causa do surto. ‘Em época boa temos 20 pessoas por dia. Agora são umas 10, 12‘, comenta.

Já a Tribo do Pedal Selvagem, organizadora de um evento de mountain bike na cidade em março, está alertando inscritos. ‘Sempre que um atleta nos procura, perguntamos se ele está vacinado‘, diz o guia da empresa Fábio Caldeo, de 48 anos.  

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