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greve 16.04.2019 | 09h45

Funcionários do Samu devem paralisar atividades nesta terça-feira

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Os funcionários do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgencia) anunciaram que vão retomar a paralisação do atendimento a partir das 7h desta terça-feira (16), em São Paulo. De acordo com o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), que representa a categoria, a greve vai durar três dias.

 

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Esta é a terceira vez que o atendimento vai interromper o serviço neste mês. No dia 1º, a categoria suspendeu a atividade por 12 horas e, no dia 9, por cerca de 48 horas.

 

O motivo inicial da paralisação eram as mudanças anunciadas pela Prefeitura de São Paulo em fevereiro, que desativa 31, das 58 bases do Samu, e realoca os funcionários para os pontos de assistência, como UBS (Unidades Básicas de Saúde), AMA (Assistência Médica Ambulatorial), UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) e CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).

 

Segundo o sindicato, nesta nova suspensão, os trabalhadores acrescentaram novas pautas, como o fim da Operação Delegada, um convênio entre a prefeitura e o governo do Estado de São Paulo para que bombeiros conduzam os veículos do Samu, e a volta dos plantões suplementares.

 

Os trabalhadores reivindicam ainda que seja realizada uma audiência com o secretário municipal de saúde e que o poder público entregue um dossiê sobre a desestruturação do Samu ao Ministério Público, ao Colégio de Lideres (órgão de discussão e negociação politica da federação) e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo.

 

Problemas das mudanças

 

O sindicato afirma que as mudanças prejudicam diretamente a população. Isso porque, os chamados “pontos de assistência” não têm estrutura para o tipo de trabalho realizado pelo Samu, o que aumenta o risco de contaminações e mortes. Ainda segundo eles, a alteração diminui o número de trabalhadores do serviço, o que aumenta o tempo de resposta para atendimentos.

 

Outro problema apontado pela categoria é que as mudanças de localização não são baseadas em estudos populacionais e epidemológicos e que as novas bases foram dispostas em lugares que, segundo a organização, não refletem a necessidade das populações.

 

Negociações

 

De acordo com o sindicato, os trabalhadores estão abertos para negociações. Eles afirmam que, apesar das tentativas nas rodadas de conversa, o poder público e a categoria ainda não chegaram a um acordo.

 

A primeira assembleia foi feita no dia 1º de abril. No dia 8, uma mesa de negociação foi aberta, mas os trabalhadores rejeitaram a proposta que, segundo eles, “não atende às questões primordiais, envolvidas na desestruturação do Samu.” No dia 10, uma nova assembleia determinou a retomada da paralisação para o dia 16.

Outro lado

A Secretaria Municipal da Saúde afirma em nota que sempre esteve aberta ao diálogo e realizou diversos encontros com representantes dos trabalhadores durante esta etapa da descentralização. "O processo vem sendo implantado com total transparência e, assim como na semana anterior, o órgão recebeu, nesta segunda-feira 15/4, uma comissão de trabalhadores, recebeu suas demandas e reiterou seu compromisso em garantir as melhores condições técnicas e de conforto para suas equipes. Portanto, espera que a categoria decida por não realizar uma nova paralisação deste serviço essencial para a população paulistana", diz a nota.

A secretária informa ainda que a reestruturação do Samu é necessária para melhorar a qualidade do serviço prestado à população. "A integração das bases aos serviços de saúde é irreversível e vai melhorar a eficiência do Samu. Além de colocar mais gente trabalhando nas operações de socorro, ampliar o número de pontos de apoio de 58 para 78, permite ainda que a administração tenha mais controle sobre como as equipes estão trabalhando, reduzindo assim intervalos desnecessários entre as missões, proporcionando maior disponibilidade de ambulâncias", conclui a nota.

 

 

 

 

 

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