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13.03.2018 | 14h48

PF prende ex-diretor de universidade do Paraná dono de 58 quitinetes

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A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 13, o ex-diretor-geral do Câmpus Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Devanil Antônio Francisco, sob suspeita de enriquecimento ilícito. Ele é um dos principais alvos da Operação 14 Bis, que investiga desvios milionários dos cofres da Universidade por meio de fraudes em licitações e contratos de prestação de serviços.

Chico Ferreira

Devanil Francisco é acusado de ter amealhado um patrimônio extraordinário durante o período em que exerceu as funções no Câmpus. Os investigadores informaram que ele montou uma empresa, a 14 Bis, que deu nome à operação, exclusivamente para administrar tantos bens, entre os quais dois edifícios em Cornélio Procópio (PR), um com 32 quitinetes e outro com 26, que eram alugados para os próprios alunos da Universidade.

Além dos bens imóveis, Devanil Francisco, segundo a PF, é sócio na construção de um terceiro prédio de luxo, em parceria com um empresário envolvido nas fraudes, na mesma cidade situada a 400 quilômetros da capital, Curitiba.

A Operação 14 Bis, deflagrada pela PF em parceria com a Procuradoria, a Controladoria-Geral da União e a Receita, prendeu ao todo 20 investigados, em regime temporário por cinco dias, e realizou buscas em 26 endereços - além de joias, carros de alto padrão e três lanchas, os federais apreenderam 27 mil dólares.

Outro ex-servidor da Universidade foi preso: Sandro Rogério de Almeida, que ocupou o cargo de diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio.

As fraudes foram investigadas também por meio de auditoria interna da Universidade, que demitiu Devanil Francisco e Sandro em 2016. A PF informou que a Reitoria da Universidade colaborou decisivamente com as investigações.

Levantamento preliminar põe sob suspeita contratos que somaram gastos de R$ 5,7 milhões.

Segundo a PF, os desvios foram constatados em todos os contratos firmados por Devanil Francisco e Sandro no período em que ocuparam cargos estratégicos no Câmpus, pelo menos por dois anos e meio.

A investigação descobriu a atuação de dois núcleos de empresários, um deles fazia uso de pessoas jurídicas de fachada com vários ‘laranjas‘, inclusive seus próprios familiares, que emprestavam seus nomes. As empresas contratadas eram praticamente do mesmo ramo - prestação de serviços gerais, conservação predial e limpeza.

‘A fraude era generalizada‘, afirmou o delegado-chefe da PF de Londrina, Nilson Antunes da Silva.

A PF, a Procuradoria, a CGU e a Receita constataram que os ex-dirigentes do Câmpus direcionavam as licitações para contratação das empresas. ‘Supervalorizavam os contratos de limpeza, de mão de obra, de prestação de serviços e de manutenção e também no fornecimento de peças e combustíveis.‘

A PF informou que ‘abriu o leque‘ das investigações no âmbito da Operação 14 Bis e descobriu que o mesmo grupo de empresários que se infiltrou no Câmpus estaria ligado a contratos milionários com outros órgãos públicos federais.
 

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