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30.01.2017 | 15h16

18 municípios são considerados de risco em MT

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A Resolução do Ministério da Saúde (MS) publicada no dia 27 de janeiro, no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país.

Em Mato Grosso, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES) este tipo de levantamento já é feito mesmo antes dessa obrigatoriedade. A coordenadora de vigilância em saúde ambiental, Ludmila Sophia de Souza, diz que o estado é considerado como de risco, já que o clima quente e chuvas intensas favorecem a proliferação do mosquito aedes aegypti. Desta forma, o levantamento precisa ser feito com muito rigor.

A coordenadora explica que a orientação para os municípios que apresentam mais de 2 mil imóveis é fazer 6 levantamentos rápido de índice de infestação (Lira) por ano. Já as cidades que tem menos de 2 mil imóveis precisam fazer o levantamento de índice amostral (Lia). 

Divulgação

MT tem 18 municípios em situação de risco de infestação do mosquito aedes aegypti

Atualmente 18 municípios do estado são considerados de risco pela MS, que apresentam índice superou a 3,9% de infestação. Já 48 cidades estão em situação de alerta, onde o índice varia de 1% a 3,9%. Com a obrigatoriedade a partir de agora, o estado terá maior precisão dos dados sobre todos os municípios, relata Ludmila. Ela destaca que 26 cidades estão classificadas como satisfatórias porque se enquadram o índice de menos de 1% de infestação.

Os municípios que mais chamam a atenção da SES são: Cuiabá, Várzea Grande, Alto Taquari, Lambari do Oeste, Mirassol do Oeste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Campo Novo do Parecis, Santo Afonso e Tangará da Serra.

Para ajudar no combate ao mosquito, nas cidades mais críticas, a secretaria de saúde disponibilizou equipamentos como a bomba motorizada para fazer o controle químico, também é oferecido o larvicida que é colocado principalmente em caixas d’água.

A coordenadora ressalta que os mutirões de limpeza em nos bairros é fundamental para eliminar todos os possíveis criadouros. Os dados obtidos durante o Lira apontam que lixos onde se encontram mais larvas do mosquito.

“O processo de proliferação é muito rápido, por isto não dá para brincar. Não dá para dizer qual doença preocupa mais, a cada dois anos o vírus da dengue sofre mutação, a pessoa que contrair pode desenvolver para hemorrágica e levar a morte, principalmente em crianças pequenas que ainda não tiveram a doença. A zika chama a atenção por causa da microcefalia e a chikungunya por deixar sequelas graves”.

Segundo a coordenadora da vigilância epidemiológica do estado, Flávia Guimarães, até o dia 21 de janeiro deste ano, último dado atualizado, foram notificados 439 casos de dengue, 4 de c chikungunya e zika não foi possível registrar por causa de problemas no sistema.

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Dados

Em 2016, neste mesmo período do ano, foram notificados 4.098 casos de dengue, 3.798 de zika e 139 de chikungunya. A redução nos casos de dengue foi de 89%. Flávia explica que as ações de prevenção que foram desenvolvidas a longo prazo em todo o estado.

Resolução

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a circulação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado número de óbitos.

A pasta também considerou a identificação de casos de febre chikungunya, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e risco iminente de expansão, além do surto do vírus Zika e sua rápida dispersão para todas as regiões do país, provocando epidemias importantes acompanhadas de graves manifestações neurológicas em adultos e recém-nascidos.

Ainda segundo o ministério, levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito. A proposta é que municípios infestados com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRA), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.

Já localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) ou outra metodologia validada. As informações geradas após cada levantamento realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e enviadas ao ministério. A resolução começou a vigorar na sexta-feira (27).

Em 2016, das 3.704 cidades aptas a participar do LIRA, 2.284 integraram a edição – o equivalente a 62,6% do total. Os dados mostram que, até novembro do ano passado, pelo menos 885 municípios brasileiros estavam em situação de alerta ou de risco de surto para dengue, Zika e chikungunya. O número representa 37,4% das cidades pesquisadas.
 

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