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em rios de MT 19.02.2019 | 08h22

5 pessoas morrem afogadas durante o fim de semana

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Cinco pessoas perdem a vida em rios de Mato Grosso da sexta feira (15) até o domingo (17). Todas as vítimas são do sexo masculino, uma criança de cinco anos, um adolescente de 17 e outros três adultos. Três dos acidentes ocorreram em rios de Rondonópolis (212 km ao Sul), um em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá) e outro em Araputanga (345 km a Oeste da Capital). A principal causa pode ser a falta de chuvas, pois o clima quente propicia à busca por lazer em piscinas e rios, conforme o major do Corpo de Bombeiros, Douglas Dias de Souza.  

 

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Com a proximidade do carnaval aumenta o consumo de bebidas alcóolicas, que é outro fator preocupante. De acordo com o major, para evitar riscos de acidentes nesta época, é preciso ampliar o alerta que a mistura álcool e rio ou piscina não combina de espécie alguma. Geralmente os afogamentos ocorrem com maior intensidade no período de seca, devido ao calor intenso, principalmente nos meses de agosto e setembro, porém nesse período atípico de poucas chuvas o major enfatiza que até o rio Cuiabá está com as águas com nível mais baixo para o período.   

 

Explica que janeiro e fevereiro é uma época onde os rios são mais “caudalosos” e estão com a água mais turva e, por conta disso, as pessoas não têm o hábito de se refrescarem nesses locais. Em Cuiabá e Várzea Grande, os lugares mais procurados para banho em dias de calor são o rio Cuiabá (capital), Passagem da Conceição e Praia Grande (Várzea Grande).   

 

No mês de janeiro o Corpo de Bombeiros registrou oito mortes por afogamento em todo o Estado, mesmo número do ano anterior (2018), no mesmo período. Porém, em fevereiro (dados ainda não contabilizados pelo CB), em 48 horas ocorreram cinco casos.   

 

No domingo (17), um menino de apenas cinco anos perdeu a vida na Cachoeira do Marimbondo, em Chapada dos Guimarães. A criança estaria no raso, conforme explicação da mãe à Polícia, enquanto ela estaria preparando a alimentação da família, por volta das 14h. Foi uma amiga da mãe da criança que teria visto o menino desacordado, quando gritou por socorro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a criança morreu antes de chegar ao hospital. O garoto foi enterrado na manhã desta segunda feira (18), em Chapada, onde a família reside.   

 

Um segundo caso foi na madrugada de sábado, em Araputanga. Kaio Ramos, 21, teria tentado atravessar o lago público, conhecido ponto turístico da cidade, nadando, quando imergiu e não voltou mais. O rapaz estaria com um grupo de amigos, que o teria desafiado a fazer a travessia.   

 

Como ajudar 

 

Jogar-se nas águas para tentar salvar a vítima de afogamento é uma das situações que mais acontecem, mas que devem ser evitadas, segundo destaca o major Douglas Dias de Souza do Corpo de Bombeiros Ele enfatiza que, normalmente, quem está afogando, pelo desespero, acaba ficando irracional e poderá puxar a pessoa que o ajuda, podendo ocasionar uma segunda vítima.  

 

“Meios de fortuna” é a forma correta de ajudar quem está nesta condição, segundo o major. Cita que objetos como um pedaço de isopor (das caixas de bebidas), uma corda, pedaço de graveto, garrafa pet, galho comprido, podem servir de instrumentos para flutuação.  

 

Após esse procedimento, aí sim deve-se pedir ajuda. Para o major, as técnicas corretas de salvamento são realizadas por pessoas que conhecem os métodos, como os bombeiros, mas na ausência do profissional ele alerta para os riscos de se jogar na água.  

 

Para os banhos de rio explica que, mesmo quando a água está na altura da cintura a pessoa já pode estar em situação de risco, principalmente quando o lugar é desconhecido. Enfatiza que redemoinhos e rebojos são comuns em qualquer rio o que pode envolver o banhista em armadilhas e ser puxado. Nos casos de pós-afogamento, independente do grau, mesmo que a vítima apresente estar bem, destaca que é importante ir ao médico para constatar o quadro de saúde.   

 

Dos três afogamentos ocorridos neste fim de semana em Rondonópolis, uma das vítimas ainda não foi localizada.

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