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Cuiabá, Segunda-feira 15/07/2019

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sem aula 27.05.2019 | 11h25

90% das escolas da rede estadual em Cuiabá aderem à greve

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João Vieira

João Vieira

Profissionais da rede estadual de Educação entraram em greve a partir desta segunda-feira (27) por tempo indeterminado. Em Cuiabá, 90% das escolas decidiram parar as atividades. Ao todo, a rede conta com 75 unidades de ensino fundamental e médio na Capital.

 

Leia também - Educadores têm até 31 de maio para se inscrever no Prêmio Professores do Brasil

 

A decisão pela paralisação na Educação foi tomada pela maioria dos profissionais em uma assembleia que ocorreu na segunda-feira (20), no auditório da Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá.  

 

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) aponta que a greve é resultado das ações do governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da Lei da Dobra do Poder de Compra. A lei, aprovada em 2013, dá direito a cerca de 7% a mais anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, durante 10 anos.  

 

Entre as unidades que suspenderam as aulas em Cuiabá está a própria EE Pres. Médici, uma das maiores. Ao todo, 1.600 estudantes matriculados, nos períodos matutino e vespertino, estão sem aulas. A diretora do Médici, Elina Padilha Fernandes, afirmou que apoia a greve como professora, mas disse que como gestora, não enxerga a paralisação com bons olhos.   

 

Unidades de ensino integral também optaram por aderir à greve. A Escola Plena Antônio Epaminondas é uma delas. Com 215 estudantes matriculados, a escola funcionada em período integral e oferece currículo diferenciado, com foco na formação profissional. “Ao meu ver, essa greve é questão política e, por isso, sou contra. O governo está há 5 meses apenas na administração e ainda está colocando a casa em ordem”, afirma o orientador pedagógico Jackson Regis.   

 

No interior, de acordo com o Sindicato, ao todo, 105 municípios aderiram à greve, porém, os números oficiais de escolas paradas ainda não foram contabilizados. 

 

Em Rondonópolis, a EE Odorico Leocadio da Rosa, que conta atualmente com 1.023 alunos, aderiu parcialmente. Segundo a direção, todos os professores do 6º ao 9º pararam. Já os profissionais que atuam no 1º ao 5º ficaram divididos, parte aderiu à greve e outra parte não. No município são 33 escolas estaduais que atendem 32 mil alunos. 

 

A Secretaria de Educação também informou que está realizando o levantamento de quem aderiu ao movimento. A rede estadual conta com 768 unidades escolares e cerca de 390 mil alunos em todo o estado. 

 

O apurou que, até o momento, 106 escolas da rede, em diversos municípios, estão paralisadas. 

 

Impacto na folha

 

O governo reconhece que o Sintep tem todo direito de aderir ao movimento, porém mantem o posicionamento de que o Estado tem enfrentado grandes dificuldades em pagar os salários, pois a folha aumentou muito nos últimos anos.

 

O secretário de Estado de Gestão e Planejamento, Basílio Bezerra, informou que após um levantamento feito pela pasta, o aumento para os profissionais da Educação refletiria também na obrigação de aumentar o subsídio de outras categorias.

 

“Servidores da Secretaria de Meio Ambiente (5,5%), a partir de junho, e do Grupo de Tributação, Arrecadação e Fiscalização (4,0%), a partir de julho. Esses reajustes impactariam a folha salarial do Executivo em mais de R$ 200 milhões até o fim do ano, causando um descumprimento ainda maior da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o que traria sérias consequências à população”. 

 

Ato público 

 

Chico Ferreira

greve sintep

 

O Sintep anunciou que o movimento grevista irá realizar um Ato Público na Capital, em frente à Seduc, com participação dos profissionais da categoria de Cuiabá, Várzea Grande e Baixada Cuiabana, a partir das 14 horas, desta segunda-feira. 

 

No interior, as subsedes municipais organizam mobilizações com objetivo de dar publicidade ao início da greve e as pautas de reivindicações. 

 

Os profissionais se mantêm em Assembleia Permanente, ou seja, se houver contraproposta do governo do estado, pode haver nova reunião para avaliá-la. Caso contrário, a categoria volta a se reunir, no próximo dia 10 de junho, quando haverá nova assembleia já agendada anteriormente.

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Comentários

evylen - 04/07/2019

é rediculo o que vcs estão fazendo

1 comentários

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