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15.09.2017 | 00h05

Arcanjo está em Cuiabá, preso no raio 5 da PCE

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João Vieira

Arcanjo chegou na noite desta quinta-feira (14) e seguiu direto para a Penitenciária Central 

A transferência de João Arcanjo Ribeiro para Cuiabá aconteceu no último dia e praticamente nas últimas horas do prazo determinado pela Justiça do Rio Grande do Norte.

Ele chegou em Cuiabá em voo comercial da Avianca, por voltar das 20h40 desta quinta-feira (14). Seguiu para a Penitenciária Central do Estado (PCE), onde volta a ocupar uma cela no raio 5, apontado como o de maior segurança e onde ficam os presos considerados de alta periculosidade.

Trata-se do mesmo raio de onde há quase 10 anos (16 de outubro de 2016), quando foi deflagrada a operação “Arrego”, ele foi retirado para ser inserido no sistema penitenciário federal. A transferência foi feita pelo Departamento Penitenciário (Depen).

Nestes 9 anos e 11 meses o ex-comendador foi primeiro para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde ficou 5 anos e meio. Em abril de 2013 foi transferido para a Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), onde cumpriu mais 2 anos e 9 meses de prisão. Em março do ano passado, Arcanjo “mudou” novamente e foi para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), de onde só saiu ontem.

A permanência dele por mais um ano em Mossoró já havia sido deferida. Entretanto, um recurso da defesa, representada pelo advogado Paulo Fabrinny, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou que o ex-comendador voltasse a cumprir pena em presídio de Mato Grosso. Esta decisão é do dia 1º de agosto deste ano. Por unanimidade, os desembargadores ainda determinaram que o cumprimento fosse imediato.

Quando a Justiça Federal do RN foi comunicada, o juiz corregedor da Penitenciária Federal de Mossoró, Orlando Donato Rocha, deu o prazo de um mês para que a transferência ocorresse, prazo que terminava ontem.

A Justiça estadual sempre alegou que Arcanjo representa perigo ao sistema carcerário de Mato Grosso e que ainda possui influência em organização criminosa. Nos últimos pedidos, em Mossoró e ao TJMT, afirmou que ele poderia financiar sua fuga. Além disso, foi destacado que ele ficaria mais próximo do seu “braço direito”, o ex-policial militar Célio Alves, também preso na PCE e no raio 5, e isso fortaleceria o poder de gestão de sua organização criminosa, vindo a intensificar suas atividades ilícitas.

Já os desembargadores que decidiram pelo retorno lembraram que Arcanjo está próximo de ir para o regime semiaberto e não veem por qual motivo tentaria uma fuga. Destacaram também que Mato Grosso não fez investimentos no sistema prisional durante estes 10 anos, mas não é o réu que tem que pagar isso. 

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