ATRASO NOS REPASSES 08.12.2018 | 09h47

aline@gazetadigital.com.br
Reprodução
Mais uma unidade da Santa Casa fecha as portas para novos pacientes devido a atrasos de repasses. Depois da paralisação da unidade de Cuiabá, que está prestes a completar dois meses, profissionais da Santa Casa de Rondonópolis decidiram suspender as atividades. Somente atendimentos de urgência devem ser mantidos.
Na Unidade de Terapia Intensiva a interrupção ocorre gradativamente. Outros atendimentos, como cirurgias eletivas, a suspensão será imediata. Os cinco meses de atrasos nos pagamentos fizeram os profissionais da Santa Casa de Rondonópolis deliberarem, em assembleia geral, pela suspensão dos serviços eletivos e a suspensão gradativa dos atendimentos nas UTIs.
A unidade conta com 240 leitos que atendem 19 municípios da região. A unidade é referência em maternidade, UTI adulto e UTI pediátrica e neonatal. Em ofício encaminhado à diretoria da Santa Casa, os profissionais alegaram que a situação na unidade está insustentável diante da dificuldade da manutenção dos atendimentos e cobertura das escalas de plantão.
“Não resta alternativa. Os serviços eletivos serão suspensos, permanecendo os atendimentos somente de urgência e emergência. E para as unidades que se encontram com pacientes -unidades de terapia intensiva - estas terão seus serviços suspensos gradativamente, sem que haja prejuízos para os pacientes que lá encontram-se internados”, diz parte do ofício.
A Santa Casa de Misericórdia e Maternidade de Rondonópolis confirmou que a diretoria recebeu comunicado do corpo clínico da unidade sobre a suspensão dos atendimentos em razão dos atrasos.
“É fato notório que as dificuldades financeiras vivenciadas pela Santa Casa de Rondonópolis nos últimos meses, em razão dos recorrentes atrasos por parte do Estado à Prefeitura Municipal e a não efetivação do pagamento mensal acordado com a prefeitura referente aos repasses que custeiam os serviços ofertados”, confirma diretoria da unidade.
Capital Diretor da Santa Casa de Cuiabá, Antônio Preza destaca que a unidade, desde o mês passado, não recebe novos pacientes e está apenas atendendo os que já estão internado. Segundo ele, o hospital segue no aguardo da liberação de duas emendas parlamentares no valor de R$ 2,9 milhões, já aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde. E ainda a liberação dos recursos do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal e dos recursos para Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“A paralisação ainda persiste. Estamos aguardando estes valores que dariam para quitar duas folhas de pagamentos para funcionários que recebem até R$ 4 mil. Eles afirmam que se este montante for pago, eles retomam”, diz Preza.
Presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Mato Grosso, Dejamir Soares diz que a paralisação em Cuiabá iniciou no dia 27 de outubro e os profissionais já estão a completar três meses de salário em atraso, além do 13º. Segundo ele, atualmente as enfermarias da unidade funcionam com 30% do efetivo e a UTI e outros setores com 50%. A paralisação, segundo ele, deve continuar até que haja pagamento.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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