09.01.2013 | 18h02
Marcus Vaillant/ Arquivo![]() |
Uma fila de caminhões se formou próximo ao terminal ferroviário de Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o congestionamento passa de 30 Km. O terminal é administrado pela empresa América Latina Logística (ALL).
Em nota, a ALL afirma que as filas na BR-364, no trecho entre Rondonópolis e Alto Araguaia, foram provocadas pelo atraso na chegada de vagões vindos de Santos (SP) e agravadas devido a alta cadência de caminhões originados para descarregar no terminal devido ao fim da safra de grãos em Mato Grosso.
Na nota a empresa diz que cerca de 1.100 caminhões aguardam para descarregar no terminal de Alto Araguaia. O presidente da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) Miguel Antônio Mendes, afirmou que a mesma situação se repete todos os anos por falta de planejamento e logística da empresa, o que prejudica transportadoras e motoristas.
A ALL, no entanto, diz que “tomou medidas imediatas para mitigar o problema”. A originação de produtos com destino ao terminal de Alto Araguaia foi suspenso desde ontem (8) até que a situação se normalize. Além disso, a empresa afirma que técnicos estão fazendo um trabalho de triagem de caminhões no município de Alto Garças e vem utilizando pátios alternativos.
“O sistema de descarga da companhia segue operando normalmente em sua capacidade máxima”, diz trecho da nota que informa ainda que a ALL opera também os terminais da Cargill e da Agrenco em Alto Araguaia para absorver a demanda de caminhões.
Para esta quarta-feira (09) é aguardada a chegada de 509 vagões. Para quinta-feira (10), três composições devem chegar ao terminal com uma oferta de 368 vagões.Somente na movimentação registrada na terça-feira (08), a companhia descarregou cerca de 700 caminhões e efetuou o carregamento de 324 vagões de milho e farelo com destino ao Porto de Santos (SP).
Sobre o uso de pátios alternativos, Mendes lembrou que um acordo já foi fechado com a ALL para que fosse destinado um espaço maior para permanência dos caminhoneiros no local quando a capacidade do terminal fosse atingida, mas de acordo com o presidente da ATC, o trato não foi cumprido. “Sem ter onde ficar, os motoristas permanecem debaixo de sol e chuva”, afirmou ele.
Mendes criticou também as autoridades do Estado, que conforme ele, não tomam providências para minimizar as falhas da empresa. O presidente da ATC ressaltou ainda que o problema pode ser maior quando o pico da safra tiver início no Estado. “Esse congestionamento é pequeno em vista do que está por vir”, disse com ironia e fez questão de frisar que a empresa talvez não invista no local porque há um novo terminal ferroviário sendo construído em Rondonópolis.
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jessica - 06/03/2013
Isso e uma. vergonha sou es possa de um caminhoneiro estou ediguinada com isso meu marido esta la por favo cria providesias
1 comentários