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descaso 05.12.2018 | 12h10

Casa de Bem Bem sofre novo desabamento e MP aciona Prefeitura por explicações

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Nota técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE), atesta a existência de um novo desabamento no anexo da Casa de Bem Bem, que não suportou a ação das chuvas contínuas que têm atingido Cuiabá. Por conta disso, a 17ª Promotoria de Justiça de Cuiabá requisitou informações da Prefeitura sobre as medidas de urgência que estão sendo adotadas para a proteção do casarão. 

 

O primeiro desmoronamento da Casa de Bem Bem ocorreu em dezembro de 2017.  

 

Segundo o Iphan, a situação física do imóvel está se deteriorando com o passar dos dias em função de sua exposição às intempéries e também devido a não execução de medidas emergenciais de proteção. Em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), foi estabelecido o prazo de 30 dias para o Município elaborar projeto com medidas emergenciais para evitar a ocorrência de novos danos. O prazo expirou em 22 de novembro.

 

Leia também - Obra para restaurar Casa de Bem Bem está parada há 7 meses - veja fotos

 

Entre as ações (que deveriam ser iniciadas em até 60 dias após assinatura do TAC), estão a retirada de todo o material acumulado no interior do imóvel, drenagem do solo, escoramento das portas e janelas, recuperação e proteção da nascente localizada no terreno do bem tombado, mitigação e contenção dos processos erosivos existentes no local.

 

A Prefeitura de Cuiabá ainda havia se comprometido a realizar, no prazo máximo de 90 dias, os ensaios geotécnicos para análise do solo e material para posterior definição da metodologia que será utilizada para a reconstituição das paredes do casarão. “As reconstruções deverão ser feitas na mesma tipologia construtiva, taipa e ou adobe, com utilização de materiais remanescentes das paredes, com reaproveitamento das esquadrias. Se eventualmente impossibilitada a utilização das peças originais, as modificações necessárias à reconstrução não deverão constituir falso histórico”, ressaltou o promotor de Justiça, Gerson Barbosa.

 

"O que preocupa o Ministério Público e o Iphan, no entanto, é a ineficiência do poder público municipal, que se mostra incapaz de adotar efetivas medidas emergenciais para salvar o patrimônio histórico", acrescentou o promotor.

 

Além dos cuidados com a reconstrução do patrimônio histórico, o MPE também enfatizou no acordo que o Município deverá adotar todas as medidas necessárias para garantir a preservação da nascente localizada no terreno do casarão. Se necessário, até mesmo o projeto de restauração deverá ser alterado, já que a descoberta da nascente ocorreu recentemente.

 

Como forma de compensação pelos danos reversíveis e irreversíveis ambientais causados com o desabamento da Casa de Bem Bem, no centro de Cuiabá, o município deverá executar, no prazo de 6 meses, projeto de requalificação do “Beco do Candeeiro”. (Com informações da assessoria)

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