Publicidade

Cuiabá, Domingo 19/05/2019

Cidades - A | + A

VEJA FOTOS E VÍDEOS 15.05.2019 | 18h13

Com cortes, estudantes temem fechamento das instituições públicas

Facebook Print google plus
Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Com os cortes na educação anunciados pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, é possível que as estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Isabele Ferreira e Amanda Silva Costa, de 17 anos, que estão no 3º ano do curso de eventos, não consigam finalizá-lo.

 

Leia também - Assembleia acusa Aprosoja de realizar ataque à democracia

 

 

Isto porque com a redução de 30% no orçamento do instituto, em um total de R$ 31 milhões, a tendência é que ao menos 17 campus do IFMT deixem de funcionar agosto. Cortes também afetam a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que deve ter a redução nos repasses na ordem dos R$ 34 milhões. Segundo a reitora Myrian Serra, só há dinheiro até o fim do 1º semestre letivo deste ano. 

 

Por isso, aproximadamente 6 mil pessoas, entre estudantes e professores, se reuniram em Cuiabá, na Praça Alencastro, no início da tarde desta quarta-feira (15). 

 

Com palavras de ordem, eles protestaram pela desistência da decisão. "A nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria" e "Ô, Bolsonaro, fala a verdade, educação nunca foi prioridade", gritavam os manifestantes, enquanto marchavam pelas rua Barão de Melgaço e avenidas Generoso Ponce, Tenente Coronel Duarte e Getúlio Vargas, algumas das principais vias na região central da Capital. 

 

João Vieira

 Isabele Ferreira e Amanda silva Manifestação / UFMT / Cortes na Educação IFMT

 

"A gente veio representar a nossa escola, também como grêmio estudantil e prestar a nossa indignação com a atual situação da educação no nosso país. A gente espera que alguma coisa mude e a gente sabe que para mudar é necessário que a gente se reúna", disse Isabele. 

 

Quando concluírem o ensino técnico, a pretensão das jovens é ingressar na UFMT. O sonho de Isabele é cursar jornalismo. Com o corte de verbas, contudo, a tendência é que elas sequer saiam no IFMT. 

 

"A gente sabe que é através da educação que o desenvolvimento de um país começa a funcionar. Com esse corte pode ser que nosso campus feche e muitos projetos possam não permanecer por conta disso", concluiu Amanda. 

 

Wellen de Oliveira, 22 anos, está no último semestre do curso de nutrição da UFMT. Ela considera que a manifestação é importante porque, apesar de ela estar prestes a concluir a graduação, outras pessoas necessitam do ensino superior gratuito. 

 

"Eu também quero continuar o meu estudo e quero fazer mestrado e doutorado. Eu simplesmente não tenho condição de estudar sem o apoio que o governo sempre deu para as universidades federais. Eu quero seguir na área da pesquisa e da docência, corre um sério risco de eu não conseguir seguir o meu sonho de ser professora", disse. 

 

João Vieira

 Lelica Lacerda Professora Manifestação / UFMT / Cortes na Educação IFMT

 

Para a professora Lélica Lacerda, representante da diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso -(ADUFMAT), o corte de recursos representa a inviabilização dos sistemas de educação pública. 

 

"A reitoria já anunciou que a partir de julho a universidade não tem condições de pagar água, luz, serviço de limpeza. Sem que se editasse uma lei que retirasse o direito à educação das pessoas, se editou uma lei que cortam recursos, então isso significa na prática o fim do direito à educação da população. Ela vai virar uma mercadoria que só vai poder comprar quem tem dinheiro, quem não tem não vai ter educação", finalizou. 

 

Veja vídeo:

 

Galeria de fotos

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

ana - 15/05/2019

sugiro que assistam a deputada por SC Ana Capagnolo no youtube.... e vejam os titulos das monografias de mestrado e doutorado que nós pagadores de impostos estamos sustentando. vão ficar de cabelo em pé

1 comentários

1 de 1

GD

GD

Enquete

77% dos brasileiros costumam se automedicar. Qual sua opinião?

Parcial

Edição digital

Domingo, 19/05/2019

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem

Publicidade

btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 18,55 -0,27%

Algodão R$ 92,03 0,01%

Boi a Vista R$ 139,00 0,00%

Soja Disponível R$ 64,90 0,15%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

Publicidade

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados, Gráfica Millenium e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2018 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.