veja opiniões 02.06.2019 | 14h50
João Vieira
Na terra do calor, uma das unanimidades sobre os problemas do transporte coletivo de Cuiabá é que falta ar-condicionado nos ônibus. Com a decisão da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) de aumentar a tarifa de R$ 3,85 para R$ 4,10, a reportagem do
foi às ruas do Centro saber se o passageiro acredita que o valor da passagem condiz com o serviço oferecido.
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Além da falta de ar-condicionado na maioria dos veículos, as reclamações envolvem superlotação nos horários de pico e despreparo dos motoristas, que correm e colocam em risco a segurança dos passageiros. Confira as reclamações:
Ar-condicionado
Técnica de alimentos Claudina Campos, 40, costuma pegar 4 ônibus por dia, dois para ir ao trabalho e outros dois para voltar para casa. Entre o bairro Jardim Umuarama e o bairro Jardim Itália, ela costuma gastar 1 hora no trajeto. Sua reclamação central é de que faz muito calor dentro dos veículos, principalmente nos horários de pico.
"Você passa horas e horas esperando um ônibus para ele vir lotado e ser muito calor. Não tem condições, eu acho muito absurdo. Nenhum dos ônibus que eu pego têm ar-condicionado e eu pago o mesmo valor da passagem que as pessoas que usam ar", explicou.
Motoristas despreparados
Professora Marineide do Nascimento, 40, mora na zona rural e para chegar até o seu serviço, na Capital, precisa pegar 3 ônibus. O primeiro a deixa no terminal Antártica, onde ela toma o segundo para chegar ao Centro. Lá, embarca no terceiro, que tem destino para a avenida Rubens de Mendonça.
"Eu acho que os motoristas são muito brutos, dão cada freada que a gente acaba caindo. Eu já cai, já vi gente caindo, minha mãe já caiu. Fora o calor, os motoristas não são treinados e faltam ônibus mais novos".
Ônibus sucateados
Mecânico Matheus Rondon, 46, pega ônibus eventualmente, pois trabalha na zona rural. Quando necessita do transporte coletivo, percebe que as condições de conservação dos coletivos são precárias.
"Eu acho que não compensa pagar R$ 4,10 em uma passagem. Sempre que eu pego ônibus vejo que tem problema de ar, de poltrona que está estragada", disse.
Problema antigo
Conforme admitiu o próprio prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (31), o valor da passagem não condiz com o serviço oferecido.
"A tarifa é um técnico e a Arsec quem estipula. O que eu quero apenas é que uma tarifa que não sacrifique mais o trabalhador, que não sacrifique o serviço produtivo e que a gente possa compatibilizar o valor da tarifa com o serviço prestado. Hoje a tarifa ainda é alta pelo serviço que é prestado à população", disse.
Depois de 17 anos, a Prefeitura de Cuiabá lançou no dia 24 de maio a licitação para concessão dos serviços de transporte coletivo na Capital. Última licitação foi feita em 2002, ainda na gestão do ex-prefeito Roberto França. Concessão foi dada às empresas Expresso Norte e Sul, Pantanal Transportes, Princesa do Sol Ltda., Expresso Nova Cuiabá e Age Transportes.
Emanuel assegurou que ao menos 120 veículos da frota devem ter ar-condicionado e todos os 402 deverão oferecer internet wi-fi gratuita.
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Soja Disponível
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