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26.04.2016 | 08h13

Com porretes, MST ocupa ruas de Cuiabá

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O Movimento Sem Terra (MST) iniciou a manhã desta terça-feira (26) com protesto em Cuiabá. A manifestação é por reforma agrária, pela democracia e contra a impunidade. Cerca de 560 manifestantes, dentre elas 42 crianças percorreram 27 quilômetros até chegar a Praça Ullisses Guimarães.

João Vieira

Manifestantes do MST em Cuiabá, na manhã desta terça-feira (26).

Por volta das 7h os manifestantes passavam pela avenida Fernando Corrêa e gerou lentidão no trânsito, especialmente no viaduto Jornalista Clóvis Roberto, o da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No momento estão na avenida do CPA, próximo à praça Ulisses Guimarães, seguindo para a Superintendência Regional do Incra, localizado no Centro Político Administrativo.

Há manifestantes com paus, cacetetes e facões nas mãos. Eles vão acampar em frente ao Incra por tempo indeterminado.

Célia Soares, 36, mãe de dois filhos está em busca de um pedaço de terra há um ano, em Jaciara (144 Km de Cuiabá). Ela conta que a luta é diária, porque tem que permanecer nos acampamentos embaixo de chuvas, para poder conseguir um chão para morar. "É humilhante termos que caminhar e lutar por um direito de todo trabalhador que é ter uma casa para morar. Os governantes nunca fazem nada pelo nosso movimento, o que é muito triste".

Idalice Nunes, coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, em Mato Grosso explica que os manifestantes também cobra do governo do Estado agilidade no processo de aquisição de terras destinadas a assentar as mais de 2 mil famílias acampadas, algumas esperando há mais de 8 anos.

"Temos uma reunião com o secretário Estadual de Educação, Permínio Pinto, porque ano passado ele nos prometeu melhorias nas nossas escolas, mas até hoje não fez nada pelos alunos. As escolas que existem nos assentamentos foram criadas por nós mesmos, algumas são de palhas e madeira. Não podemos nos calar, estamos aqui para exigir os direitos de nossas crianças que é a educação. Esse secretário prometeu fazer as mudanças em Mato Grosso, só que até agora não foi feito nada".

A coordenadora relata que ao invés da Secretaria Estadual de Educação fazer as reformas e dar suporte aos assentados, eles preferem gastar o dinheiro público com a compra de chaves e carimbos. "Enquanto precisamos construir as escolas, o que é um direito constitucional, o secretário Permínio Pinto, investe em materiais, como podem ver na foto do Diário Oficial. Queremos o que é nosso por direito, estamos cansados de sermos excluídos por este governo do Pedro Taques".

 

 

João Vieira

Veja vídeos

Líderes do movimento justificam a necessidade da reforma agrária:

A coordenadora estadual do MST, Idalice Nunes, explica que o movimento é nacional e lembra o Massacre de Eldorado dos Carajás, mas que há pautas específicas para Mato Grosso.

 

João Vieira

Manifestantes seguem para o Incra, no Centro Político Administrativo.
João Vieira

Já passaram pela avenida Fernando Corrêa e do CPA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários

Hugo - 26/04/2016

Analisando os movimentos pelo pais, percebemos que, em todas as movimentações realizadas pelo MST, eles estão sempre armados com pedaços de pau, faca, facões. O ue será isso? Uma maneira de intimidar, ou revelar a sua real intenção! Eu penso que pessoas assim, possuem uma pré disposição criminosa. Contudo, as movimentações realizadas pelos outros partidos, eles se armam de fatos e argumentos, demonstrados em cartazes e faixas. Hoje, não é feio você ir as ruas com a cara limpa e lutar por um direito seu, o que, não se pode admitir é, que para garantir esse direito você tenha que enfrenta-lo aramado, pensando em ferir aquele que está a sua frente. Mãos limpas e a mente aberta, são as melhores armas do ser humano.

willian - 26/04/2016

O que eu acho mais engraçado é que este mesmo movimento defende a permanência da presidente, cujo partido partido está no poder a 12 anos e não fez nada pela reforma agrária, é muita incoerência, ou seus lideres estão levando algo por fora. É pra caba!!!!!

E J SOUZA - 26/04/2016

Trabalhador marca protesto para o dia de sua folga, nos feriados de forma a não atrapalhar outros trabalhadores, em contra partida esses movimentos MST, CUT, PTRARCAS, acham que devem fazer passeata em pleno horário critico de forma a atrapalhar a vida dos que tentam dar um rumo melhor a este Pais, pois tem que levar os seus filhos para a escola e em seguida ir atrás do seu ganha pão, encontra partida o dinheiro desses manifestantes já está garantido em vossos bolsos, dinheiro este advindo justamente dos impostos que ainda temos que pagar.

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