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Deu em A Gazeta 07.08.2019 | 07h54

Crianças estão sob medida protetiva e são encaminhadas para abrigo

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Promotoria de Justiça da Infância e Juventude em Várzea Grande instaura medida protetiva para os irmãos de 9, 10 e 13 anos resgatados pela Polícia Civil depois de ficarem final de semana longe de casa. Agora, eles só deixarão o abrigo mediante determinação judicial. Na terça-feira (06) o Conselho Tutelar do Jardim Glória, que atende a região do bairro El Dourado, onde a família reside, encaminhou relatório sobre a situação ao Ministério Público do Estado (MPE).

 

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, na última segunda-feira (5), enquanto as crianças eram procuradas na Grande Cuiabá. Mas logo após a localização do trio, surgiram denúncias de maus-tratos, negligência e abuso sexual contra os irmãos, que não queriam voltar para casa. Apesar da mãe afirmar que os filhos não costumavam deixar a casa sem avisar, policiais civis do Núcleo de Pessoas Desaparecidas (NPD) receberam várias denúncias de que a situação era totalmente contrária e que os irmãos viviam em situação de risco.

 

Depois de entregues a membros do Conselho Tutelar, as crianças foram ouvidas por equipe de psicólogos e assistentes sociais da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso do município e levadas para o abrigo. Lá as denúncias foram confirmadas e a mãe pode responder pelo crime de abandono de incapaz.

 

Corretivo
A repercussão do caso foi tanta que a mãe Rosilene Fontoura Ferreira, 34, afirma que foi alvo de “salve” de membros de uma facção criminosa e passou a noite escondida no meio do mato. O motivo do “corretivo” seria o fato dos faccionados não aceitarem uma suposta postura de negligência em relação aos filhos. Além das lesões no corpo, diz que não pode voltar para casa e pegar roupas para as crianças.

 

Rosilene nega as acusações de negligência e maus-tratos, dizendo que cuida dos filhos. Apesar de sair de casa para o trabalho em Cuiabá, às 4h, deixa uma pessoa responsável pelos 6 filhos menores. Quanto às denúncias de que a única filha estava sendo abusada pelo atual marido, ela nega também, justificando que o companheiro atualmente está trabalhando em uma propriedade rural e nem fica na casa da família.

 

Em fevereiro deste ano os 3 irmãos foram flagrados pela reportagem do Jornal A Gazeta, atuando no trabalho infantil, vendendo sucos na região da avenida Rubens de Mendonça (CPA). Confirmaram que a venda tinha como objetivo promover o sustento da família, já que os pais estavam desempregados. Na época a mãe negou os fatos. Mas as crianças revelaram que faziam isso há pelo menos dois anos.

 

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