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26.08.2016 | 15h45

Criança morre após beber achocolatado

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Criança morta com suspeita de envenenamento pode ser tomado achocolatado que era destinado para outra pessoa. A hipótese é levantada por familiares do menino menino Rhayron Christian da Silva Santos, de 2 anos, que morreu cerca de 15 minutos depois de ingerir um achocolatado dado pela mãe.

A suspeita é reforçada pelo fato de que o adolescente que vendeu a embalagem com as 5 caixas de 200 ml ter desaparecido do bairro após confirmada a morte do menino. Ele seria vizinho da família. Usuário de drogas e suspeito da prática de atos infracionais na região, por isso não seria bem quisto pela comunidade. Este adolescente teria oferecido os achocolatados para o pai da vítima, na quarta-feira (24). Alegou que ganhou o produto mas não iria beber. Então o vendeu. Ele é a pessoa que pode apontar a origem do produto.

O achocolatado ficou na geladeira da casa da família durante toda noite e só por volta das 9h da manhã de quinta-feira que a mãe de Rhayron abriu uma das embalagens para dar ao menino. Chegou a tomar um gole e passou o restante para ele. Em menos de cinco minutos a criança começou a apresentar quadro de insuficiência respiratória, eliminando secreções com sangue, por boca e nariz.

Em menos de 5 minutos mãe e criança chegaram até a Policlínica do Coxipó e logo depois foi atestada a morte. A mãe, de 28 anos, também passo mal, com náuseas e só melhorou porque provocou vômito.

Um jovem de 18 anos, amigo do pai do menino, também ingeriu uma caixa do produto e logo depois apresentou os mesmos sintomas. Foi submetido a lavagem estomacal, depois de encaminhado ao Pronto-Socorro de Cuiabá. Continua hospitalizado.

O pai do menino entregou ao delegado André Renato Gonçalves, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), 5 embalagens do produto suspeito, sendo uma caixa vazia, que foi bebida pelo amigo da família, uma com parte do produto, bebida pela mãe e criança e outras três cheias.

Não havia sinais de perfuração nas caixas, por isso a circunstância em que ocorreu a contaminação do produto ainda é mistério e deve ser esclarecida após avaliação de peritos
.
Corpo passou por necropsia junto ao Instituto de Medicina Legal (IML), e tecidos foram retirados do aparelho digestivo, para realização de exames complementares. Os produtos entregues foram encaminhados ao Laboratório Forense, para serem submetidos à análise.

Antes de seguir para o IML o corpo passou por avaliação no Serviço de Verificação de Óbito (SVO), do Hospital Universitário Júlio Müller. A partir das informações da equipe do SVO a Coordenadoria de Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso solicitou interdição cautelar de todos os produtos Itambezinho Chocolate (sabor chocolate, rico em 10 vitaminas), com data de fabricação em 25/05/2016, validade 21/11/2016 e lote MA 21:18.

A investigação ficará sob responsabilidade da Delegacia de Defesa dos Direitos da Criança (Deddica).

Em nota, a empresa Itambé informou que 'foi notificada dos fatos hoje, relatados em Cuiabá, relacionados ao suposto consumo de um produto da linha de achocolatados Itambezinho (200ml). A empresa está em contato permanente com a Vigilância Sanitária regional e auxiliando na apuração dos fatos.

O referido produto está no mercado há mais de uma década e nunca apresentou qualquer problema correlato. Até o presente momento, não tivemos nenhuma outra reclamação do mesmo lote.

A Itambé realiza regularmente provas internas e em laboratórios externos de seus produtos e reitera seu compromisso com a qualidade. A empresa já disponibilizou as contraprovas para os órgãos oficiais e continuará trabalhando em conjunto para outros esclarecimentos que se fizerem necessários'.


 

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