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10.07.2018 | 07h44

CRM vai processar médicos que cobrarem por ozonioterapia em MT

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Os médicos que ofertarem a ozonioterapia sem respeitar as normas estabelecidas para experimentos ou ainda cobrarem pelo serviço irão responder processo disciplinar no Conselho Regional de Medicina (CRF). As penalidades vão desde a advertência confidencial até a perda do registro profissional. Segundo a presidente da entidade, Maria de Fátima de Carvalho Ferreira, as medidas estão previstas na resolução nº 2.181/2018, que normatiza o uso de ozônio e foi publicada esta semana pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Otmar de Oliveira

Maria de Fátima Ferreira, presidente do CRM-MT

Um cronograma de fiscalização será organizado pela entidade, que espera a ajuda do público com denúncias, para facilitar o trabalho. Segundo a presidente do CRM, o principal ponto em discussão é a falta de comprovação científica dos benefícios do tratamento.

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Ela esclarece que o CRF tem demandas constantes para avaliação do uso de ozônio, porém a resposta é sempre desfavorável ao uso comercial. “Existem muitos estudos disponíveis, mas nenhum deles tem metodologia ou procedimentos científicos considerados adequados. Caso o conselho aprovasse o uso, daria aval das pessoas serem tratadas como cobaia”.

A entidade participou da câmara setorial temática para estudar, analisar, discutir e sugerir ações para a criação do Plano Estadual de Ozonioterapia no Estado de Mato Grosso. A ideia era incluir o tratamento na rede pública de saúde, o que foi inviabilizado pela resolução do CFM. “Se falta dinheiro para tratamentos medicamentosos que passaram por todos os testes exigidos pelas instituições científicas, torna-se inadmissível gastar com aquilo que não se tem comprovação”, opina a médica.

Fablicio Rodrigues

Oscar Bezerra é defensor do tratamento e diz que há alguns anos o faz de forma preventiva

Autor da proposta do Plano Estadual de Ozonioterapia, o deputado estadual Oscar Bezerra é defensor do tratamento e diz que há alguns anos o faz de forma preventiva e já percebe as diferenças na rotina diária. De acordo com o deputado, a disposição dele melhorou, bem como o rendimento cerebral.

Bezerra conta que durante as sessões da câmara temática, todos os envolvidos se mostraram favoráveis ao uso, menos os representantes do CRM. Ele argumenta que foram apresentadas várias experiências de sucesso e estudos feitos a partir do acompanhamento de pacientes.

“Para mim é claro o interesse da indústria de medicamentos no caso, uma vez que o gás pode reduzir o consumo de medicamentos e também trazer sanidade aos cofres públicos que, por muito vezes, não consegue atender as demandas de produtos”.

Atualmente, o tratamento preventivo realizado pelo deputado custa R$ 600 mensais. “Eu sei que nem todos podem pagar por isto, então queremos que seja disponível de forma gratuita”.

Quem teve resultado

Ex-secretário de Meio Ambiente, José Lacerda faz o tratamento por 12 anos e assegura que alcançou a cura para uma doença grave. Ele não quer revelar o problema, mas explica que chegou a ir em vários médicos e os prognósticos eram sempre negativos. “Eles me indicavam um forte tratamento com produtos químicos, que não afastavam o risco de eu precisar de um transplante. Então, comecei a estudar outras alternativas”.

Lacerda conheceu os tratamentos com ozônio em 64 e após ter o problema, aprofundou-se no tema, bem como os relacionados a plantas medicinais e minerais. “A parte boa da ozonioterapia é o fato dela ser compatível com qualquer outro tratamento”.

A certeza sobre as aplicações veio com pesquisa, explica o político. “Esse tratamento é permitido em 28 países, a maior parte considerada de primeiro mundo. Parte deles inseriu o procedimento na saúde pública”.

Para Lacerda, existe o interesse de muitas indústrias na questão e visível o interesse privado em distorcer as informações. Ele acrescenta que teve a oportunidade de ver outros pacientes conseguindo êxito com o tratamento em casos como o de feridas que pareciam incuráveis, por exemplo.

Como funciona?

A ozonioterapia é uma técnica que utiliza a aplicação de uma mistura dos gases oxigênio e ozônio, por diversas vias de administração, com finalidade terapêutica. As principais são: endovenosa, retal, intra-articular, local, intervertebral, intraforaminal, intradiscal, epidural, intramuscular e intravesical.
Segundo informações da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), o gás tem uma série de propriedades, entre elas as anti-inflamatória, antisséptica, modulação do estresse oxidativo e melhoria da circulação periférica e oxigenação.

A entidade indica o tratamento para todos os tipos de câncer, tumores e para reduzir os efeitos colaterais da radioterapia e da quimioterapia. Também é indicado para doenças virais como hepatite e herpes, além de queimaduras e feridas de todos os tipos.

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