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26.06.2017 | 16h30

Danielle Bertolini e Marithê Azevedo cineastas de MT rumo ao Bolívia Lab

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No dia 1º de julho as cineastas mato-grossenses Danielle Bertolini e Marithê Azevedo rumam para a capital boliviana, onde participam do 9º Laboratório de Análises e Clínica de Projetos Cinematográficos da Iberoamérica, o Bolívia Lab. O projeto criado por elas foi o único do Brasil selecionado e foi classificado em primeiro lugar entre os 15 trabalhos inscritos da América Latina. Lá, durante praticamente uma semana (3 a 8 de julho), elas fazem uma imersão que começará a dar forma ao longa-metragem de ficção Religare.

Otmar de Oliveira

Marithê Azevedo / Danielle Bertolini

“Religare trata da urgente necessidade de criação de outros modos de estar no mundo”, define a roteirista e que também assinará a direção. Segundo ela, o longa trabalha muito questões ligadas à informação, o alimento e a religião. “São três motes que eu acho que estão meio que deteriorados”, opina. Uma das personagens inclusive será jornalista, como as cineastas. “Essa jornalista tem aquela coisa idealista, de fazer um jornalismo investigativo. Uma ‘foca’ [como se diz no jargão jornalístico quando se é novo na profissão] e uma romântica”, revela. Dessa forma, o filme tratará bastante de fatos que ocorreram, salienta.Marithê, a autora do roteiro, conta que o filme traz três histórias que se interligam por conexões invisíveis, três culturas que se entrecruzam de maneira inimaginável. Mulheres com perfis distintos, classe e idades diferentes que vivem em Cuiabá. A proposta é uma narrativa multiplot com histórias contadas a partir de diferentes espaços e distintas realidades culturais que se esbarram a partir de um fato que muda a vida delas.

A proposta foi desenvolvida a partir de pesquisas realizadas no Programa de Pós Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (PPGEcco) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), informa Marithê. “Ele serviu como uma espécie de metodologia para poder trabalhar a história”, frisa. “Acho que Mato Grosso tem um potencial tão grande em termos culturais, em termos de inspiração de personagens. É um estado multicultural, polifônico, de muitas vozes”, enaltece.

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Danielle Bertolini, que assina a produção executiva por meio de sua Cumbaru Filmes, considera esta uma grande oportunidade de estabelecer vínculos com outros países da América Latina e, quem sabe, transformar o longa numa coprodução internacional. “São muitos países juntos, o que é muito interessante”, diz. O Bolivia Lab contará também com projetos selecionados do Chile, México, Bolívia, Peru, Argentina, Costa Rica, Equador, Venezuela, Colômbia e Uruguai.

A produtora inclusive já começa a traçar estratégias para transformar o roteiro em filme. Elas pretendem tentar todas as oportunidades que aparecerem. “Estamos na expectativa do edital do governo do Estado que está previsto para sair em agosto. E lá no próprio laboratório em La Paz vamos ter contato com pessoas responsáveis por fundos e mercados internacionais. Então ali a gente vai fazer essa ponte”, conta Danielle. Existem inclusive premiações para projetos trabalhados durante o laboratório, que funcionam como um passaporte para tentar investimentos em outros mercados, exemplifica. “Tem também os olheiros, que ficam atentos aos conteúdos latino-americanos”, acrescenta Marithê. “A história de Religare consegue despertar uma grande curiosidade. Contada de uma forma criativa e inusitada, que é como a Marithe está propondo, tem grandes chances”, analisa a produtora.

As cineastas
Marithê (ou Maria Thereza) Azevedo é doutora em Artes Cênicas pela USP, docente no Programa de Pós-

Otmar de Oliveira

Marithê Azevedo / Danielle Bertolini

Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea-ECCO (Mestrado e Doutorado), da UFMT, lider do Grupo de Pesquisa: Artes Hibridas, Intersecções, Contaminações, Transversalidades. Dirigiu filmes como Entre Nós e Fitas (2005), Memórias Clandestinas (2007), Bolhas De Sabão Desmancham No Ar (2012) e Licor de Pequi (2016). Atualmente está se preparando para iniciar a filmagem do documentário As Cores Que Habitamos, selecionado por edital da Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Danielle Bertolini é jornalista formada pela PUC-SP. Durante o curso estagiou na TV PUC (Canal Universitário) onde produziu, roteirizou e dirigiu o documentário Águas Encantadas do Pantanal, adquirido pelo Governo de Mato Grosso. Fez direção de produção nos documentários O Evangelho Segundo Jece Valadão, Suíte Assad e Outrem, dirigidos pelo cineasta Joel Pizzini. Criou e dirigiu o Festival Tudo Sobre Mulheres. Produziu o curta Sua Vida é Você Quem Faz (2013), de João Bertoli. Dirigiu, roteirizou e fez produção do longa documentário De Volta Pra Casa (2015). É produtora executiva na empresa Cumbaru Produções Artísticas na qual é sócia fundadora.
 

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