15.05.2004 | 03h00
Três funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), administração regional de Cuiabá, foram presos pela Polícia Federal junto com outras oito pessoas, acusados de contrabando de animais silvestres e de "souvenirs" confeccionados com penas de aves, cascos de tartaruga, dentes de onça, entre outros. No grupo dos oito, estão funcionários da Funai dos estados do Pará e Rondônia e possivelmente, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A Polícia Federal suspeita que os presos façam parte de uma quadrilha internacional que aliciaria índios para fornecer os produtos do contrabando, para serem comercializados por ongs estrangeiras nos Estados Unidos e Europa.
Numa das apreensões, feitas no município de Ji-Paraná (RO), foram recolhidos e encaminhados para Brasília 40 quilos de artesanato, mantidos na associação dos índios Zoró, da cidade. Uma das funcionárias da Funai, Lígia Neiva, casada com o índio Humberto Zoró, está na lista de presos. Além dela, duas outras mulheres tiveram a prisão temporária decretada e foram ouvidas ontem em Brasília: Nerli Polli e Antônia de Souza Oliveira, as duas vinculadas à administração de Cuiabá, que trabalhavam em Vilhena (RO). O terceiro preso de Cuiabá é o chefe do posto fiscal dos índios Rikbatsa, na região de Juína, Francisco de Chagas Cavalcante.
Segundo o procurador da Funai em Cuiabá, César Augusto Lima, as duas mulheres são funcionárias do órgão, mas Francisco ocupa um cargo de confiança. A partir de agora, Lima explicou que as regionais vão esperar decisão de Brasília para instaurar inquéritos administrativos que podem resultar em advertências e até em demissões. "O que sabemos dessa história é que as investigações começaram há um ano e meio, quando produtos indígenas feitos com pele, pena e partes de animais da nossa fauna, foram encontrados em exposição realizada no exterior. Isso virou inquérito e hoje está em fase de processo em Brasília", diz o procurador.
As prisões foram feitas pela Polícia Federal em vários municípios, com a coordenação do delegado Jorge Pontes, de Brasília. Até o fechamento desta edição o delegado não havia terminado de ouvir os 11 presos e nenhum membro da PF estava autorizado a falar sobre a operação, que vazou para a imprensa, antes de ser concluída. Ainda foram encaminhados para Brasília computadores, agendas com telefones, nomes de ongs internacionais e cópias de contratos.
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