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retorno às aulas 14.08.2019 | 14h32

Escolas focam em reposição de conteúdo e preparação para o Enem

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Após a suspensão da maior greve na Educação estadual, 75 dias de paralisação, os profissionais da rede retornaram às salas de aulas nesta quarta-feira (14). A partir de agora, gestores, professores e alunos irão se dedicar ao cumprimento do calendário letivo e na reposição das aulas – que ainda será debatida pela categoria, que planeja concluir o ano letivo de 2019 até o fim de dezembro, - além da preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os alunos de 3º ano do ensino médio.

 

Leia também - Estudantes participam de 3º ato contra cortes na educação

 

Na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, as aulas foram retomadas na segunda-feira (12), porém, alguns profissionais retornaram ao trabalho nesta quarta-feira – data deliberada em Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), na sexta-feira (9).

 

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Escola Estadual Presidente Médici

 

Uma das principais escolas da rede estadual na Capital, a EE Médici possui cerca de 1.600 alunos e um quadro de servidores que conta com aproximadamente 85 educadores e 70 técnicos e apoios.

 

A diretora da unidade, Elina Padilha Fernandes, que está à frente da gestão desde janeiro deste ano, explica que o momento é de união. “O importante é voltamos com ânimo, principalmente para transmitir aos alunos a esperança de que podemos construir um futuro melhor. Não é um processo fácil e será trabalhoso, mas os professores entendem que é necessário”.

 

A gestora lembra ainda que, apesar de certa sensação de derrota por não terem assegurados, por parte do governo do Estado, os direitos conquistados por lei, a luta continua. “Quem é professor é diferenciado. Ele tem uma esperança a mais; ele acredita que o mundo pode ser melhor. Por isso, estamos nesta profissão”, declara.

 

Para a aluna Franciene Silva de Oliviera, de 16 anos, que cursa o 2º ano do ensino médio, a maioria dos estudantes está entendendo o movimento dos professores, porém cobra também que a reposição seja feita com qualidade. “Vamos fazer o possível para recuperar esse tempo e obter as notas necessárias. Os deveres e trabalhos de casa ficarão mais puxados, mas entendemos que seja necessário e esperamos superar juntos esse momento de dificuldades”.   

 

Foco no Enem

A partir de agora, os servidores têm a tarefa de concluir o segundo bimestre, que foi interrompido pela greve, dentro da carga horária necessária, e iniciar o terceiro bimestre - principalmente com foco nos alunos que estão no último ano do ensino médio e que farão o Enem.

 

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Escola Estadual Presidente Médici

 

“Nossa maior preocupação é cumprir o calendário de 200 dias letivos para que nossos alunos não sejam prejudicados na inscrição do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), uma vez que nossa escola tem um número alto de aprovação, e garantir esse acesso ao ensino superior público, através do Exame. Além disso, precisamos garantir a qualidade do ensino, mesmo que as aulas sejam definidas para os sábados”, avalia Elina, destacando que a unidade possui 7 turmas de 3º ano, o que soma cerca de 150 alunos.

 

A estudante Fabrícia Beatriz Alves, de 17 anos, é uma das alunas que está preocupada com a finalização do 3º ano. Ela pretende cursar direito e para isso, mesmo durante a paralisação, focou nos exercícios e estudos em casa. 

 

“O momento é complicado e a greve prejudicou muito os alunos. Porém, como eu, desde pequena, fui incentivada a não depender das circunstâncias e nem das pessoas para poder estudar, faço isso sozinha. Sempre estive focada no meu futuro e na minha preparação para a faculdade”, conta a jovem, que também faz cursinho preparatório, paralelamente ao 3º ano. 

 

Fabrícia menciona ainda que no momento que antecedeu a greve e também durante o movimento paredista, os alunos pediram aos professores que repassassem exercícios e tarefas, para que não fossem interrompidos o fluxo e o ritmo de estudos.

 

A diretora Elina assegura que mesmo durante a greve os educadores mantiveram a preocupação com os estudantes. “Alguns mantêm canais nas redes sociais, onde publicam conteúdo e transmitem aos estudantes. Outros fizeram indicação de livros e de material de pesquisa”. 

 

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Escola Estadual Antônio Epaminondas

 

O mesmo ocorreu com os alunos da Escola Plena Antônio Epaminondas - que funciona no sistema de ensino integral. O orientador pedagógico da Área de Linguagens, Jackson Regis, explica que a unidade conta com um grupo permanente de discussão, formado por alunos e professores, e que no momento da greve, os próprios estudantes solicitaram conteúdo para que estudassem em casa. 

 

“Mesmo durante a paralisação, os educadores deram apoio aos alunos dos últimos anos. Além disso, já é tradição na nossa escola o incentivo à participação em simulados, alguns são presenciais e outros são online. Agora, no retorno às aulas, teremos os conteúdos programado e o da reposição – cujo calendário ainda será definido pela Seduc”. 

 

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Escola Estadual Antônio Epaminondas

 

Regis observa ainda que, independente do calendário definido, os profissionais já estão passando atividades e exercícios extras com foco na preparação para o Enem. “Esses alunos também contam com a disciplina Estudo Orientado, ofertada na escola Plena. Nesse momento, os professores desta disciplina vão auxiliar e focar ainda mais nesta tarefa de preparação”. 

 

Reposição 

Ao todo, as escolas da rede estadual que aderiram à greve deverão repor 42 dias letivos. Conforme a Secretaria de Estado de Educação a elaboração do calendário de reposição ocorrerá pelas próprias escolas, juntamente com os Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Seduc. 

 

Ainda de acordo com o órgão, o ano letivo de 2019 será finalizado por volta de 15 de fevereiro de 2020. Logo após essa data, haverá um período de férias de 30 dias. O ano letivo de 2020 para essas escolas começará na segunda quinzena de março.

 

Reinvindicações

Apesar do retorno às aulas, os servidores decidiram que permanecerão em estado de greve – ou seja, continuarão cobrando melhorias na Educação e que o Governo pague os reajustes salariais cobrados pela categoria, sob o risco de nova paralisação. 

 

Reprodução/Facebook

greve educação

Ao todo, as escolas da rede estadual que aderiram à greve deverão repor 42 dias letivos.

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o governo divulgou que fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.  

 

Na proposição apresentada, assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da RGA e dos aumentos remuneratórios aos servidores. Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

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