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mundo da literatura 11.02.2019 | 10h40

Escritor Marinaldo Custódio lança seu segundo livro

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Há cerca de 20 anos no mundo da literatura, o escritor Marinaldo Custódio lançou seu segundo livro, intitulado Vestida de Preto e Outras Crônicas. Textos retratam o olhar próprio sobre o mundo e relatam um cotidiano interiorano. 

 

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Trinta contos foram escritos ao longo de 6 anos, de 2012 a 2018, e são resultado de um trabalho crítico e minucioso, conforme relatou o autor. Custódio desenvolveu seu trabalho nas redações jornalísticas, enquanto utilizava sua formação em letras para revisar reportagens.

 

"As crônicas são sempre uma ponte, um pêndulo entre o real e o imaginário. Às vezes a gente parte de acontecimentos reais e aí você romanceia a coisa, você joga a fabulação em cima. Geralmente partem de situações reais". 

 

Confira a entrevista com o escritor: 

 

Quando você começou a escrever? 

 

O sonho desde a infância era ser escritor, mas o processo mesmo de produção começa quando eu vim trabalhar na Gazeta. Eu comecei a escrever artigos, desdobramentos de trabalhos universitários. Não era literatura aquilo ainda.

 

E quando seu texto começou a mudar? 

 

A turma que acompanhava a minha escrita começou a falar 'Olha, você escreve muito bem, mas você ainda está com um ranço de texto acadêmico. Vamos escrever pensando no cara da banca de jornal, no fazendeiro, em um pessoal de cultura média. Você tem que escrever para que todo mundo entenda e não essa coisa focada no público universitário'. 

 

Quando decidiu publicar seu primeiro livro? 

 

No início dos anos 2000 eu fui trabalhar em uma revista que saia um texto na última página e pagavam 150 reais por publicação. Eu era o cara que coordenava aquilo ali, então saíram textos de Ricardo Guilherme Dicke, Lorenzo Falcão, Ivens Scaff, Antônio Sodré. Eu pensei em escrever, até porque estava precisando de dinheiro. Meu primeiro texto já pretensamente literário se chama 'Os tesouros sonhados que ninguém sonha'. Outros textos foram publicados na revista e depois foram parar no livro. 

 

Você teve algum incentivo? 

 

Meus amigos me incentivavam muito, mas eu ficava me equiparando às minhas referências. Eles diziam 'não, cada um tem sua atribuição. Você pode não ser Machado de Assis mas cada um tem seu jeito de escrever.' 

 

Você considera que escreve contos ou crônicas? 

 

O meu primeiro livro tem uma provocação quanto ao gênero logo no subtítulo, que é 'crônicas e quase contos'. Eu acho que ali principalmente no primeiro livro tem alguns que são quase contos, ou que são contos. Este último livro eu considero que seja mais de crônicas mesmo, o primeiro tinha mais uma mescla de gêneros, vamos dizer assim. 

 

Quais são suas referências e inspirações? 

 

São tantas. Mas na literatura brasileira Machado de Assis, sem dúvida nenhuma. Graciliano Ramos, José Lins do Rego, na poesia Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto. 

 

Você vê a evolução entre um livro e outro? 

 

Como eu comecei tarde na literatura eu não me envergonho do primeiro livro, mas se eu pudesse fazer uma segunda edição dele eu concertaria algumas coisas. Do último livro não. A não ser a crônica número 4, Amarelo casual sobre um fundo azul. Eu acho ela fraquinha. Até tentei tirar amas a editora disse que eu já tinha mexido demais no livro. 

 

Porque você escolheu a crônica ou conto como gênero? 

 

Já me fizeram esse questionamento. Eu até tentei só que eu acho que não é pra mim. Eu fico com aquilo me atormentando muito, com a questão da continuidade. Eu quero ter as coisas sob controle e nos textos pequenos eu consigo isso. Tudo tem que ser bem amarrado. 

 

Como é seu processo de criação? 

 

As crônicas são sempre uma ponte, um pêndulo entre o real e o imaginário. Às vezes a gente parte de acontecimentos reais e aí você romanceia a coisa, você joga a fabulação em cima. Geralmente partem de situações reais. Material para crônica, para poesia estão por aí. De vez em quando alguém chega com uma sugestão, mas como diz o americano ou o inglês é preciso ter um insight, aquela luz que acende, que casa com alguma coisa que tinha dentro de você, aí você dá liga. 

 

Sua experiência enquanto jornalista influenciou na sua escrita? 

 

Eu acho que é um amadurecimento daquela pequena sacada que aconteceu dentro da redação da Gazeta, que é quando você percebe que seus textos conseguem encantar algumas pessoas. É claro que são poucas, mas tem algumas que gostam. A crônica bebe muito das matérias de jornal, das coisas de jornal, só que ela tem uma pretensão maior. O jornal é feito para informar, para relatar a realidade, já a crônica tem uma pretensão maior de focar em fragmentos do cotidiano porém com algo a mais que seria do escritor. O algo a mais pode ser o sensível, o delicado, o humorístico, o patético, o trágico. 

 

Como aconteceu o processo de elaboração do seu segundo livro? 

 

Para este livro, que tem 30 crônicas, eu acho que mais de 100 foram consideradas. Porque eu vou pegando coisas inéditas que eu também de fora e muitos, muitos já publicados. Eu fiz uma simulação de livros e todas elas ficaram com contextos diferentes. 

 

Quando você decidiu escrevê-lo? 

 

Faz uns três anos pelo menos que a editora me disse que se eu tivesse material ela pagava para publicar. Então quando você tem um oferecimento é mais fácil. Eu gosto de escrever, mas eu estava em um processo lento. Eu não ficava contente com o que eu fazia e demorou. O primeiro texto do livro eu escrevi em 2012 e o último foi em 2018, então são 6 anos de construção. 

 

Você tem novos projetos? 

 

Eu estou pensando em escrever livros de crônicas e talvez uma novela de umas 120 páginas com um eixo temático. Um seria sobre cura, eu tenho muita coisa escrita sobre isso. São textos razoavelmente independentes mas o pensamento é o mesmo. O outro é sobre um livro inexistente, que existe apenas na imaginação.      

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