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anunciados pelo MEC 13.08.2019 | 16h41

Estudantes participam de 3º ato contra cortes na educação

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Ana Flávia Corrêa

anaflavia@gazetadigital.com.br

João Vieira

João Vieira

Em resposta aos cortes na educação anunciados pelo ministro Abraham Weintraub, estudantes e professores participaram de um ato na tarde desta terça-feira (13), na Praça Alencastro. Somente neste ano, esta é a 3ª manifestação contra as medidas do Governo Federal.

 

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No primeiro protesto, cerca de 6 mil pessoas participaram. Neste, contudo, a praça estava esvaziada. Os poucos estudantes pedem pelo pagamento dos 30% cortados das instituições federais. 

 

Medida faz com que o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) deixe de receber R$ 31 milhões, por exemplo, enquanto a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem um déficit de R$ 34 milhões.

 

As duas instituições, conforme já anunciaram seus reitores, têm funcionamento inviabilizado por falta de dinheiro para manter recursos básicos, como água e energia. Na universidade, conforme noticiou o , a luz chegou a ser cortada por falta de pagamentos e servidores terceirizados ficaram sem seus salários.

 

Conforme explicou o vice-presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior, Reginaldo Araújo, os cortes do Ministério da Educação colocam em risco toda a produção científica, de pesquisa e de extensão da universidade. 

 

"A universidade permitiu que novos sujeitos estivessem presentes nela. hoje a UFMT tem negros, indígenas, trabalhadores e trabalhadoras do Pedra 90, Primeiro de Março, Jardim Vitória, que têm a oportunidade de terem seus filhos nas escolas universitárias", afirmou. 

 

O objetivo das manifestações de acordo com ele, é dialogar com a população e mobilizar a comunidade para a defesa do patrimônio da universidade pública. Ele considera que o resultado dos atos tenha sido positivo, devido às sinalizações de Weintraub para suspender os cortes, o que ainda não foi cumprido. 

 

"Passamos a semana inteira dialogando, chamando pessoas, falando o que está acontecendo. Isso aqui é uma consequência da nossa caminhada. Fizemos a nossa tarefa, que é buscar dialogar, conscientizar que a educação pública no país está sendo sufocada e está sendo morta", finalizou.  

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