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29.11.2017 | 06h19

Estudo propõe tarifa de R$ 3,85 nos coletivos de Cuiabá

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Marcus Vaillant

Tarifas passariam de R$ 3,60 para R$ 3,85

O usuário do transporte coletivo de Cuiabá vai pagar mais caro na tarifa a partir de janeiro de 2018. De acordo com estudo realizado pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec), o reajuste tarifário do transporte público urbano da capital deve sofrer um aumento de R$ 0,25, passando de R$ 3,60 para R$ 3,85.

O projeto já foi encaminhado para análise do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e na sequência deve passar pelo Conselho Participativo. Por fim, o projeto será exposto nas audiências públicas. Caso aprovado, o novo valor passa a valer no dia 2 de janeiro do próximo ano.

Conforme o diretor presidente regulador da Arsec, Alexandre Bustamante, a agência realizou o estudo com base em uma metodologia de simples compreensão e para que a revisão da tarifa seja realizada com ampla publicidade e transparência.

Para o cálculo é levado em consideração o valor da tarifa vigente expresso em real, preço do diesel, variação do custo de veículos e de salário do motorista, despesas da empresa que fornece o serviço referente ao 4º mês anterior à data de reajuste. “Não há o que se discutir quando o assunto são números sólidos. Nós fazemos uma análise puramente técnica e trazemos nos resultados o impacto que o reajuste pode causar na economia local”.

Rodinei Crescêncio

Emanuel já está com o estudo em mãos para analisar

O estudo realizado pela Arsec foi encaminhado ao prefeito na segunda-feira (27). Após sua análise e parecer a proposta passará pelo Conselho Participativo, que é uma comissão externa de aconselhamento, composta por individualidades compostas por representantes de entidades. Segundo o diretor da Arsec, o representante da Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU) tem uma cadeira no conselho e caso não concorde com o valor, poderá rebater a proposta. “Porém, ele deve nos apresentar dados consolidados, uma vez que nosso estudo é baseado em números”.

Após passar pelo Conselho Participativo, os diretores da Arsec devem marcar as audiências públicas para apresentar esclarecimentos sobre o reajuste tarifário ordinário dos serviços públicos, esclarecendo as dúvidas que ainda persistam. “O objetivo é deixar os estudos econômicos às claras à população, que é a principal atingida pelo reajuste”.

Secretário cobra melhorias acordadas

Enquanto o estudo da Arsec aponta para aumento na tarifa do transporte público, gestor da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) da capital, Antenor Figueiredo, voltou a afirmar o que o prefeito Emanuel Pinheiro disse no início deste ano, quando negou o aumento, que “só haverá reajuste caso as empresas cumpram com o acordado em contrato, especialmente no que se refere à troca da frota de veículos. Caso contrário, não é possível cobrarmos dos usuários por um serviço de baixa qualidade”.

Otmar de Oliveira

Secretário reafirma compromisso de empresas em cumprir os contratos

Figueiredo lembra que o prefeito já frisou em fevereiro deste ano que o cidadão cuiabano já paga muito caro pelo serviço que há anos vem sendo classificado pelos usuários como péssimo. “O prefeito exigiu uma discussão em torno da qualidade do transporte público e somente após isso é que se discutiria o reajuste”.

O gestor da Semob frisou que não se faz um estudo sobre o serviço há mais de 20 anos, o que colabora para a precariedade apontada pelos usuários. Diante do cenário, a pasta vem estudando meios de implantar melhorias no transporte público coletivo.

“Estamos vendo a possibilidade da aquisição de frota própria o que por si só já reduziria a tarifa, além de retomar a gestão da bilhetagem eletrônica, que hoje é feita pela MTU”.

Com relação ao levantamento da Arsec que visa o aumento de R$ 0,25 na tarifa do serviço, Figueiredo diz que as empresas ainda têm tempo para cumprir o que foi firmado em contrato e garantir o reajuste. “O contrato é claro e se não fosse para cumpri-lo, não teríamos necessidade de assinar. As empresas se comprometeram em realizar 100% da troca dos ônibus antigos por novos. Mas, isso não foi cumprido”.

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